Terapeuta revela as ‘justificativas’ mais comuns que as pessoas têm para trair o parceiro

por Lucas Rabello
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Clara Zelleroth, psicóloga licenciada e terapeuta de casais, oferece percepções sobre a psicologia por trás da infidelidade, revelando justificativas comuns dadas por indivíduos que traíram em seus relacionamentos. As observações de Zelleroth lançam luz sobre a complexa interação de fatores que contribuem para a infidelidade, desafiando as narrativas simplistas frequentemente associadas a esses atos.

No cerne das descobertas de Zelleroth está a noção de que a traição representa uma violação do ‘contrato’ implícito de fidelidade dentro de um relacionamento, visto universalmente como uma forma de traição. Essa quebra de confiança, ela observa, não pode ser desculpada ou justificada no ambiente terapêutico. “Como a infidelidade é uma ruptura do entendimento mútuo, ou ‘contrato’ do relacionamento, ela é frequentemente vista como uma forma de traição. É também por isso que não chamaríamos nenhuma desculpa para trair em aconselhamento de relacionamento de ‘válida'”, explica Zelleroth.

As razões citadas pelos indivíduos para sua infidelidade são diversas, frequentemente enraizadas em uma combinação de vulnerabilidades pessoais e fatores situacionais. Uma justificativa prevalente gira em torno de ‘momentos de fraqueza’ — instâncias em que pressões externas, como o consumo de álcool ou alto estresse, prejudicam o julgamento e o autocontrole. “Essa decisão é tipicamente influenciada por fatores como álcool ou um período de alto estresse, tornando uma pessoa mais propensa a trair quando a oportunidade ocorre”, Clara esclarece. Nestes cenários, emerge a narrativa ‘simplesmente aconteceu’, retratando o ato como um erro impulsivo em vez de uma traição premeditada.

Zelleroth também investiga o domínio da insatisfação sexual, um potente catalisador para a infidelidade. Ela relata inúmeras instâncias em que indivíduos se desviaram devido a necessidades sexuais não atendidas em seu relacionamento primário. “Indivíduos que foram infiéis aos seus parceiros citam razões incluindo ‘Meu parceiro não quer ter relações sexuais'”, ela relata. Essa insatisfação pode decorrer de uma miríade de questões, que vão desde a relutância de um parceiro em se envolver em atividades sexuais até uma discrepância na libido, levando a parte infiel a buscar satisfação em outro lugar.

A insatisfação emocional apresenta outro fator significativo na equação da infidelidade. De acordo com Zelleroth, muitos que traem o fazem em busca da conexão emocional que sentem estar faltando com seu parceiro primário. “Pessoas que traíram frequentemente expressam sentimentos de ‘não serem vistas ou priorizadas’ por seu parceiro”, ela observa. Essa busca por intimidade emocional pode levar indivíduos a formarem conexões profundas com outras pessoas fora do relacionamento, que podem não envolver necessariamente infidelidade física, mas que são, mesmo assim, consideradas traições.

O último pedaço do quebra-cabeça que Zelleroth identifica é a falta de compromisso, um sentimento que pode ser abrigado por qualquer das partes em um relacionamento. Ela relata instâncias onde indivíduos justificam sua infidelidade com a lógica de que o relacionamento estava fadado ao fim. “A infidelidade também pode estar ligada ao baixo comprometimento no relacionamento primário”, ela afirma. Essa justificativa frequentemente surge de um desalinhamento nas percepções dos parceiros sobre a seriedade do relacionamento, levando a ações que um dos lados pode racionalizar com pensamentos semelhantes ao infame cenário de ‘estávamos dando um tempo’ da cultura popular.

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