Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, saiu de Jandira, em São Paulo, para uma manhã de aventura em Limeira. Pouco antes do acidente, ela registrou o passeio no Instagram. Em um dos stories, publicado às 7h31, mostrou o local da atividade, com um banner da empresa Entre Cordas, e escreveu: “Quem foi o doido que deixou eu vir pular de uma ponte???”.
As imagens publicadas pela jovem também mostravam pulseiras de identificação para o salto e representantes da empresa pulando da ponte com equipamentos. No perfil, Maria Eduarda costumava compartilhar registros ligados à natureza, atividades ao ar livre e esportes. A descrição citava formação em educação física e gestão esportiva, além da torcida pelo Santos Futebol Clube.
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O acidente na Ponte do Esqueleto
A atividade acontecia na trilha da Ponte do Esqueleto, em Limeira. Segundo a Polícia Militar, Maria Eduarda caiu de uma altura de cerca de 40 metros durante um rope jump. Equipes do Corpo de Bombeiros e do Samu foram acionadas, mas a morte foi constatada ainda no local.
De acordo com testemunhas ouvidas pela PM, funcionários da empresa responsável pela operação teriam esquecido de conectar o equipamento de segurança antes do salto. Um vídeo divulgado nas redes sociais registrou o momento em que a jovem é levada até a plataforma e lançada. Logo depois, é possível ouvir vozes dizendo: “a corda” e “gente, a corda”.
Nas imagens, homens aparecem usando camisetas das empresas Entre Cordas e Ih Voei. Até a última atualização da apuração citada, representantes das duas empresas não haviam sido localizados para comentar o caso.
🚨🇧🇷 TRAGEDIA EN BRASIL: Una joven de 21 años, Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, murió tras caer de 40 metros en la "Ponte do Esqueleto" (Limeira, São Paulo).
Los operadores de la empresa "Entre Cordas" la levantaron en posición "superman" y la lanzaron al vacío olvidando por… pic.twitter.com/Mo0RDRAgvi— 𝐈𝐧𝐞𝐬𝐃𝐞𝐥𝐀𝐥𝐦𝐚𝐌𝐢𝐚 (@InesBetancur1) June 13, 2026
Prisões e investigação
Seis pessoas foram presas após o acidente. O caso passou a ser investigado pelas autoridades para apurar as responsabilidades na operação da atividade e as condições de segurança no local.
O advogado Rafael Gomes dos Santos, que representa três dos presos, afirmou que o rope jumping não é regulamentado, mas também não é proibido. Segundo ele, eventos semelhantes já haviam sido realizados na Ponte do Esqueleto sem intervenção do poder público.
A defesa informou ainda que a atividade reunia cerca de 100 participantes naquele sábado e classificou o episódio como uma “triste fatalidade”. O advogado também declarou que os envolvidos praticam o esporte há anos e que não havia histórico anterior de acidentes.
