Polícia de choque foi mobilizada enquanto a seleção da Coreia do Sul retornava da Copa do Mundo, após o técnico receber ameaças de morte

por Lucas Rabello
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Polícia de choque foi mobilizada enquanto a seleção da Coreia do Sul retornava da Copa do Mundo, após o técnico receber ameaças de morte

A volta da seleção da Coreia do Sul para casa depois da Copa do Mundo ganhou contornos de crise nacional. O que deveria ser apenas o desembarque de uma equipe eliminada virou uma operação de segurança, com policiais de choque enviados ao aeroporto em meio a ameaças de morte contra o técnico Hong Myung-bo.

A campanha sul-coreana começou com sinal de força. Na estreia, a equipe venceu a Tchéquia por 2 a 1 e alimentou a expectativa de uma boa passagem pelo torneio. Mas o clima mudou rapidamente. Nos dois jogos seguintes pelo Grupo A, vieram derrotas consecutivas: primeiro, 1 a 0 para o México, um dos países-sede, e depois outro tropeço diante da África do Sul, no duelo final da chave.

A sequência negativa derrubou a Coreia do Sul da competição e ainda provocou uma queda de sete posições no ranking da FIFA. O resultado acendeu uma reação dura no país, onde futebol e orgulho nacional costumam caminhar lado a lado em dias de Copa.

Crise após a eliminação

A polícia antimotim foi enviada ao aeroporto.

A pressão não veio apenas das arquibancadas ou das redes sociais. O presidente sul-coreano Lee Jae-myung classificou Hong Myung-bo como “incapaz” e determinou uma revisão completa da seleção nacional.

“Como ex-presidente honorário de um clube profissional de futebol e, no coração, um membro dos Red Devils, sinto não apenas surpresa, mas profunda perplexidade diante deste resultado inesperado”, declarou o presidente.

Ele também pediu desculpas ao público: “Peço sinceras desculpas à população pela profunda decepção causada por esta situação absurda. Vamos agir rapidamente para reformar a administração esportiva e garantir que isso não aconteça novamente.”

Diante da pressão, Hong anunciou sua renúncia ao cargo. Em sua despedida, assumiu a responsabilidade pelo fracasso e pediu desculpas aos torcedores.

“A todos os coreanos que amam e apoiam nossa seleção, gostaria de pedir desculpas sinceras. Hoje, gostaria de anunciar que deixarei o cargo de treinador da seleção nacional”, afirmou.

Ele completou: “Como treinador, nenhuma explicação pode superar o resultado final. Eu não consegui entregar o resultado que nosso povo esperava. Todas as responsabilidades são minhas.”

Segurança reforçada no aeroporto

Mesmo com a renúncia, a tensão não diminuiu. As ameaças de morte contra Hong levaram as autoridades a preparar um esquema especial para o retorno da delegação ao país.

A Agência de Polícia Metropolitana de Incheon anunciou o envio de 160 agentes, entre policiais de choque e policiais do aeroporto, para acompanhar a chegada da seleção nesta terça-feira, 30 de junho. A operação foi planejada para evitar tumultos durante o desembarque e proteger jogadores, comissão técnica e funcionários.

Em comunicado, a polícia afirmou: “Decidimos enviar agentes para prevenir acidentes de segurança que possam ocorrer durante o processo de entrada. Responderemos rigorosamente a quaisquer atos ilegais, incluindo o arremesso de objetos.”

A Corporação do Aeroporto Internacional de Incheon também reforçou a segurança com mais 25 agentes extras, incluindo pessoal especializado. O retorno da seleção, antes cercado por expectativa esportiva, passou a ser tratado como um evento sensível, marcado por frustração, cobrança pública e um aparato policial incomum para a chegada de uma equipe nacional.

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