Portugal começou sua caminhada na Copa do Mundo com um detalhe discreto no uniforme, mas carregado de significado. Nesta quarta-feira, 17, alguns jogadores entraram em campo contra a RD Congo usando pulseiras em homenagem a Diogo Jota, ex-atacante da seleção portuguesa que morreu no ano passado em um acidente de carro.
Entre os atletas que usaram o acessório estava Cristiano Ronaldo. O técnico Roberto Martínez também apareceu com a pulseira, reforçando que a lembrança não ficou restrita aos jogadores. O objeto já havia sido visto em treinamentos antes da estreia portuguesa no torneio.
As pulseiras foram entregues aos atletas por Luís Montenegro, primeiro-ministro de Portugal. Elas trazem o nome dos portugueses e uma menção especial a Diogo Jota, que fez parte da seleção e deixou uma marca forte no grupo.
Na véspera da partida, Bruno Fernandes falou sobre a importância da homenagem. “É muito importante para nós. Ele esteve no grupo por tanto tempo e eu joguei com ele na seleção sub-21. Chegamos ao time principal ao mesmo tempo, e obviamente joguei contra ele na Premier League. Todo mundo fala dele. Sempre haverá coisas boas a dizer sobre ele. Ele foi um ótimo companheiro de equipe, muito humilde e uma grande pessoa para o país. Ele ainda faz parte do nosso grupo, e sempre fará. Assim como seu irmão. Ele também estará em nossas memórias”, disse o meia.
Diogo Jota morreu em um acidente automobilístico na Espanha, que também vitimou seu irmão André Silva, jogador do Penafiel. Os dois estavam em uma Lamborghini quando o carro saiu da pista e pegou fogo. Jota deixou esposa e três filhos.
Em campo, a pulseira virou uma pequena faixa de memória no pulso dos jogadores portugueses, uma forma silenciosa de levar Diogo Jota junto na estreia da seleção.
