O caso Madeleine McCann voltou a ganhar um novo capítulo após detetives britânicos receberem um dossiê com supostas novas evidências ligadas a Christian Brueckner, o principal suspeito na investigação alemã sobre o desaparecimento da menina. Segundo uma reportagem do The Sun, os arquivos foram entregues a agentes da Polícia Metropolitana de Londres que trabalham na Operação Grange, criada para investigar o caso no Reino Unido.
Madeleine desapareceu na noite de 3 de maio de 2007, enquanto passava férias com a família no resort português da Praia da Luz, no Algarve. Ela tinha 3 anos na época e nunca mais foi vista. O caso se tornou uma das investigações de desaparecimento mais acompanhadas do mundo, atravessando quase duas décadas, três países e uma longa sequência de pistas, buscas e reviravoltas.
Novas informações sobre o suspeito
O novo material, descrito pela imprensa britânica como um dossiê com “evidências explosivas”, traria informações recentes sobre Christian Brueckner, um alemão condenado por crimes sexuais em outros casos. Ele vivia perto da Praia da Luz na época em que Madeleine desapareceu e foi oficialmente apontado como suspeito em 2022.
Apesar disso, Brueckner nunca foi acusado formalmente por qualquer crime relacionado ao desaparecimento de Madeleine. Recentemente, ele foi libertado da prisão na Alemanha após cumprir uma pena de sete anos por um crime sem ligação direta com o caso da menina britânica.
De acordo com a reportagem, uma possível extradição de Brueckner para o Reino Unido ainda estaria distante. Mesmo assim, a entrega dos novos arquivos é vista como uma mudança de ritmo na atuação da polícia britânica. Uma fonte ouvida pelo jornal afirmou: “Esses desenvolvimentos são enormes, mostram que o interesse da Met em Brueckner é real. Eles estão atrás dele, como os alemães.”
Investigação continua ativa
A Polícia Metropolitana já havia confirmado que Brueckner seguia como suspeito em sua própria investigação. Em setembro, a corporação informou que ele havia recusado um pedido de entrevista feito por meio de uma Carta Rogatória Internacional, instrumento legal usado para solicitar cooperação entre autoridades de diferentes países.
O detetive-chefe Mark Cranwell, responsável pela investigação britânica, afirmou na ocasião: “Durante vários anos, trabalhamos de perto com nossos colegas policiais da Alemanha e de Portugal para investigar o desaparecimento de Madeleine McCann e apoiar a família de Madeleine a entender o que aconteceu na noite de 3 de maio de 2007 na Praia da Luz.”
Ele também declarou: “Podemos confirmar que esse indivíduo continua sendo suspeito na própria investigação da Polícia Metropolitana.” Segundo Cranwell, mesmo sem a entrevista, os investigadores continuariam a seguir qualquer linha de apuração considerada viável.
Em nova declaração ao The Sun, a Met afirmou: “Nossa investigação sobre o desaparecimento de Madeleine está ativa desde 2011. Continuamos em estreita discussão com colegas policiais da Alemanha e de Portugal. Continuaremos a seguir qualquer linha viável de investigação.”
O caso, que começou em um apartamento de férias no Algarve, segue preso a uma pergunta que atravessa o tempo: o que aconteceu com Madeleine McCann naquela noite de maio?
