Mulher de 21 anos foi lançada para a morte durante um salto de rope jump após funcionários se esqueceram de prender a corda em SP

por Lucas Rabello
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Mulher de 21 anos foi lançada para a forte durante um salto de bungee jump após funcionários se esqueceram de prender a corda em SP

Uma jovem de 21 anos morreu em Limeira, no interior de São Paulo, depois de ser lançada de uma ponte em uma atividade de rope jump sem estar presa corretamente ao equipamento de segurança. A vítima foi identificada como Maria Eduarda Rodrigues de Freitas. O caso aconteceu na trilha conhecida como Ponte do Esqueleto e transformou uma experiência vendida como aventura em uma tragédia investigada pela polícia.

Segundo relatos de testemunhas, Maria Eduarda teria sido carregada por dois funcionários em posição horizontal, como se estivesse “voando”, pouco antes de ser arremessada da ponte. Segundos depois, pessoas no local teriam gritado: “A corda, gente, a corda!”, indicando que o equipamento essencial não havia sido conectado antes do salto.

O salto que virou tragédia

A queda ocorreu em um vão de cerca de 40 metros. Equipes do Corpo de Bombeiros e socorristas foram acionadas, mas Maria Eduarda não resistiu. Horas antes, ela havia publicado nas redes sociais registros sobre a experiência que faria. Em uma das legendas, escreveu: “Quem foi a louca que me deixou pular de uma ponte?”

A atividade estaria ligada às empresas Entre Cordas e Ih Voei, de acordo com as informações divulgadas. O salto era anunciado por cerca de R$ 180. Ainda segundo os relatos, outras datas futuras para a mesma experiência continuavam sendo divulgadas no momento em que o caso repercutia.

Seis pessoas foram algemadas no local da tragédia. A investigação deve apurar as responsabilidades, as condições de operação, o treinamento da equipe e se todos os protocolos obrigatórios de segurança foram cumpridos.

Quando a adrenalina depende de protocolo

O rope jump é uma prática baseada em risco controlado. A sensação de perigo faz parte da experiência, mas a segurança depende de checagens repetidas, equipamentos certificados e comunicação precisa entre os responsáveis. Uma única falha nesse processo pode transformar segundos de adrenalina em um acidente irreversível.

O caso de Maria Eduarda lembra outro episódio grave ocorrido em 2012, na região das Cataratas Vitória, entre Zâmbia e Zimbábue. A australiana Erin Langworthy, então com 22 anos, saltou de uma ponte sobre o rio Zambeze quando a corda se rompeu. Ela caiu na água, em uma área conhecida pela presença de crocodilos, e sobreviveu apesar dos ferimentos.

Erin contou depois que estava nervosa antes do salto, mas não pensou que algo pudesse dar errado, principalmente por ter sido a 105ª pessoa a saltar naquele dia. Na véspera, ela havia enviado um cartão-postal à mãe brincando que estava “se despedindo” por causa do rope jump que faria.

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