Cientistas descobrem restos de um ‘planeta enterrado’ nas profundezas da Terra

por Lucas Rabello
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A ciência planetária continua nos surpreendendo com revelações incríveis. Veja, por exemplo, a recente descoberta sobre o passado da Terra. Pesquisadores encontraram o que estão chamando de restos de um “planeta enterrado” nas camadas profundas da Terra. Isso mesmo—escondidos sob nossos pés e os vastos oceanos, diretamente sob o Pacífico e a África, estão dois grandes volumes. E não são volumes quaisquer; estamos falando de anomalias no manto basal, do tamanho de continentes e mais densas que o resto.

O que é realmente fascinante é como essas anomalias podem ter acabado sob a crosta terrestre. A teoria? Um colossal confronto com um planeta chamado Theia há cerca de 4,5 bilhões de anos, que não só levou à formação dessas características subterrâneas, mas também, casualmente, formou a Lua. Sim, nossa Lua pode ser simplesmente o resultado de uma demolição cósmica. A hipótese do impacto não é nova, mas encontrar pedaços de outro planeta sob o nosso? Esse é o tipo de reviravolta que mantém os cientistas na ponta dos bancos de seus laboratórios.

Então, como passamos de uma colisão planetária para provar que os restos de Theia estão realmente lá embaixo? Hora das simulações de impacto gigante. Os cientistas fizeram as contas e recriaram o antigo impacto em simulações, revelando que partes do manto mais denso de Theia poderiam ter se integrado com o protótipo mais jovem e menos denso da Terra. Essas simulações mostram que Theia provavelmente era um corpo mais pesado e rico em ferro comparado com a Terra que estava se formando, alinhando-se com as anomalias de maior densidade descobertas no fundo.

Ao analisar as densidades específicas e composições dessas anomalias profundas da Terra e compará-las ao que sabemos sobre materiais extraterrestres potenciais, os pesquisadores podem começar a montar uma história mais concreta. Se os materiais corresponderem à composição esperada de Theia, é como encontrar uma etiqueta neles dizendo: “Fabricado em Theia.” Essa ligação direta entre as anomalias e o manto de Theia selaria praticamente o negócio sobre a história violenta do nascimento da Lua.

Para completar, a pesquisa sugere que tais cenários—planetas colidindo e se fundindo durante as últimas fases da formação do sistema solar—podem não ser únicos para a Terra. Outros planetas podem estar abrigando segredos semelhantes em seus interiores, uma noção que faz os cientistas planetários reimaginarem o que se esconde sob as superfícies de mundos além do nosso.

E para aqueles de nós que não são astrofísicos? Bem, a ideia de que a Terra tem um pouco de origem alienígena e se comporta um tanto quanto como uma lâmpada de lava cósmica—volumes densos e lentos circulando abaixo da crosta—faz você pensar duas vezes sobre o chão que você pisa. Um comentarista acertou o sentimento: “A Terra é meio que como uma lâmpada de lava. Só que leva muito tempo para os volumes se moverem.” Refletindo sobre documentários de natureza sobre regiões vulcânicas como Yellowstone e os Grand Tetons, é evidente que as entranhas de nosso planeta são tão dinâmicas e misteriosas quanto uma lâmpada de lava, só que em escala planetária.

Então, da próxima vez que você olhar para a Lua, considere isso: ela pode ser simplesmente um pedaço de evidência cósmica de uma colisão planetária de longa data, um artefato real de um evento que remodelou dramaticamente nosso mundo. Que tal essa história ao luar?

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