As comoventes palavras de uma enfermeira para a jovem do rope jump, que afirma que a vítima ainda estava viva quando foi achada

por Lucas Rabello
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As comoventes palavras de uma enfermeira para a jovem do rope jump, que afirma que a vítima ainda estava viva quando foi achada

Uma jovem de 21 anos morreu após ser lançada de uma ponte em Limeira, no interior de São Paulo, durante uma atividade de rope jump que terminou em tragédia. Maria Eduarda Rodrigues de Freitas caiu da Ponte do Esqueleto, conhecida por esse apelido entre praticantes e visitantes, depois que a corda que deveria sustentá-la não teria sido presa corretamente ao equipamento de segurança.

O salto, que deveria durar poucos segundos de adrenalina, virou uma cena de pânico. Em imagens gravadas por pessoas que estavam no local, é possível ouvir gritos desesperados no momento em que Maria Eduarda é arremessada da ponte. Entre as vozes, alguém alerta: “A corda, gente, a corda!”. A frase acabou se tornando uma espécie de eco cruel do que teria acontecido segundos antes da queda.

A ponte tem cerca de 40 metros de altura. Segundo relatos citados após o caso, funcionários envolvidos na atividade teriam esquecido de prender a corda ao cinto de segurança da jovem. A informação ainda é investigada pelas autoridades, que apuram a responsabilidade dos envolvidos.

O relato da enfermeira

Uma das pessoas que chegaram ao local após a queda foi a enfermeira Rayza Dias. Em entrevista à TV, ela contou que desceu até a base da ponte para tentar ajudar Maria Eduarda. O caminho, segundo ela, estava coberto de lama, o que tornou o acesso ainda mais difícil.

Rayza afirmou que a jovem ainda estava viva quando foi encontrada. Emocionada, a enfermeira disse que chegou a falar com ela naquele momento. “Eu até conversei com ela. Tenho o costume de brincar e dizer: ‘Ninguém morre no meu plantão’”, contou.

Mesmo sem estar trabalhando oficialmente naquele instante, Rayza repetiu a frase para Maria Eduarda: “Duda, ninguém morre no meu plantão”. O relato deu uma dimensão ainda mais dolorosa ao caso, porque mostra que houve uma tentativa desesperada de socorro antes da confirmação da morte.

Investigação e prisões

Depois da tragédia, seis pessoas foram levadas à delegacia. Três homens acabaram presos, enquanto a polícia passou a investigar se houve homicídio com dolo eventual, quando a pessoa não quer diretamente matar, mas assume o risco de provocar a morte.

Em depoimento, integrantes da equipe disseram que não sabiam explicar como Maria Eduarda foi lançada da ponte sem a corda de segurança presa ao equipamento. A investigação tenta reconstruir cada etapa da atividade, desde a preparação do salto até o momento em que a jovem foi arremessada.

A mãe de Maria Eduarda também se manifestou nas redes sociais. Em uma das mensagens, escreveu: “Aquela maldita corda tirou você de mim para sempre”. Em outra publicação, lamentou a ausência da filha e disse que queria abraçá-la “mais de mil vezes”.

Ela ainda agradeceu pelos 21 anos que viveu ao lado da jovem: “Eu te amo eternamente, minha princesa. E muito obrigada por fazer parte da minha vida por esses 21 anos. Que honra foi ouvir você me chamar de mãe. Deus, obrigada por esse privilégio”.

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