A NASA tem um protocolo assustador em vigor se um asteróide atingir a Terra

por Lucas Rabello
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A NASA está sempre pronta, mesmo para cenários que parecem saídos de um filme de ficção científica. Pegue os impactos de asteroides, por exemplo. Apesar das representações dramáticas de Hollywood, a NASA não está apenas sentada esperando que um asteroide apareça. O Escritório de Coordenação de Defesa Planetária da agência está constantemente em alerta, vasculhando os céus para detectar qualquer ameaça potencial antes que possam nos surpreender.

“Encontrar asteroides antes que eles nos encontrem é crucial, caso precisemos tomar medidas antes que possam impactar”, explica a Dra. Kelly Fast, especialista em asteroides da NASA. Essa abordagem preventiva não é apenas sobre ficar de olho; é sobre planejamento detalhado para o que fazer se uma dessas rochas espaciais mirar a Terra.

Quando se trata de lidar com essas ameaças potenciais, a NASA tem estratégias baseadas no tempo. Se um asteroide é descoberto vários anos ou até décadas antes de uma possível colisão, o método preferido é a deflexão — empurrar suavemente o asteroide para fora de sua trajetória em direção à Terra. No entanto, se descobrirmos um asteroide ameaçador com menos de cinco anos de antecedência, a abordagem muda para a disrupção, que significa explodi-lo antes que possa chegar muito perto.

A preparação da NASA foi colocada à prova com a missão Double Asteroid Redirection Test (DART) em 2022. A missão tinha como alvo a lua de um asteroide inofensivo, Dimorphos, que orbita o maior asteroide Didymos. A ideia era atingir Dimorphos de frente e ver o quanto o impacto alteraria sua trajetória. Com um orçamento de 324 milhões de dólares, o DART foi um experimento crucial para validar a estratégia de deflexão de asteroides da NASA.

O asteroide estava a cerca de 11 milhões de quilômetros da Terra, não representando uma ameaça, mas serviu como um alvo perfeito para o teste. Os resultados foram mais bem-sucedidos do que o esperado. A colisão deveria encurtar a órbita de Dimorphos ao redor de Didymos em cerca de 73 segundos; em vez disso, reduziu 32 minutos.

Comunicar esses esforços também é uma parte fundamental da estratégia da NASA. Caso um asteroide perigoso seja avistado, a NASA não o manteria em segredo. Os primeiros a saber seriam o governo de qualquer país em risco, seguido por um alerta global que se estenderia ao público e a órgãos internacionais como as Nações Unidas.

“Um impacto de asteroide é o único desastre natural que poderia ser evitado”, diz a Dra. Fast. Esta afirmação sublinha a posição única dos impactos de asteroides no panteão de ameaças naturais — ao contrário de terremotos ou furacões, podemos ver estes chegando e potencialmente impedi-los.

Por meio de iniciativas como o DART e a vigilância contínua, o trabalho da NASA em defesa planetária mostra uma combinação de ciência avançada e medidas proativas. Trata-se de garantir que, se a ficção alguma vez se tornar realidade, não sejamos apenas espectadores de nossa própria ruína. O objetivo é claro: manter a Terra segura e fora da mira cósmica.

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