Mais de 900 corpos continuam presos em um navio naufragado no fundo do mar

por Lucas Rabello
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Mais de 900 corpos continuam presos em um navio naufragado no fundo do mar

Quase 85 anos se passaram desde o ataque a Pearl Harbor, mas muitos corpos das vítimas ainda não foram recuperados. Apesar dos avanços tecnológicos que permitem robôs explorarem o fundo do oceano, naufrágios continuam a escapar da nossa espécie, a maioria permanecendo submersa. Entre os casos mais famosos está o Titanic, ainda no fundo do mar, e há relatos de outro navio carregado com cerca de 500 milhões de dólares em ouro, certamente digno de uma expedição submarina.

O USS Arizona, navio de guerra norte-americano, explodiu e afundou durante os bombardeios japoneses em dezembro de 1941, com mais de 1.000 pessoas a bordo. Apenas 335 marinheiros sobreviveram, muitos só abandonaram o navio depois de terem certeza de que todos os que ainda estavam vivos foram resgatados.

Lou Conter, último sobrevivente do USS Arizona, que faleceu em abril de 2024 aos 102 anos, relatou momentos aterrorizantes: “Os caras corriam pelo fogo e tentavam pular pelas laterais. Óleo por todo o mar estava queimando.”

O memorial do USS Arizona ainda pode ser visto em Honolulu até hoje.

O memorial do USS Arizona ainda pode ser visto em Honolulu até hoje.

Hoje, o USS Arizona Memorial ainda pode ser visto em Honolulu, erguido sobre o casco submerso do navio. Ele marca o sacrifício dos marinheiros e de todos os que perderam a vida em Pearl Harbor, transformando o local em um túmulo de guerra sagrado.

A embarcação ainda vazava óleo até recentemente, com cerca de 1,5 milhão de galões a bordo, o que significa que o vazamento poderia durar até 500 anos. Por se tratar de um memorial sagrado, não há esforços de resgate dos corpos nem de contenção total do óleo, preservando o respeito às vítimas.

Atualmente, restam apenas 19 sobreviventes vivos do ataque a Pearl Harbor. Em uma visita recente do primeiro-ministro japonês à Casa Branca, o então presidente Donald Trump fez uma piada que gerou críticas, lembrando da delicadeza do assunto. A memória dessas pessoas e de suas experiências permanece viva em relatos, livros e documentações históricas. Conter descreveu a cena como um momento em que marinheiros tentavam salvar uns aos outros em meio ao fogo e ao óleo ardente.

O ataque a Pearl Harbor foi o catalisador que levou os Estados Unidos à Segunda Guerra Mundial, sendo também antecedente a eventos significativos como os bombardeios atômicos em Hiroshima e Nagasaki, pontos-chave que marcaram o fim do conflito global. O USS Arizona Memorial mantém viva essa história, simbolizando tanto a tragédia quanto o sacrifício humano.

O navio afundado serve hoje como lembrança permanente da guerra e das vidas perdidas. O memorial em Honolulu garante que visitantes de todo o mundo possam compreender a dimensão do evento. O fato de o local ser considerado túmulo de guerra impede intervenções que poderiam alterar o fundo do mar, preservando tanto a integridade histórica quanto o respeito aos marinheiros que nunca voltaram para casa.

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