A Casa Branca iniciou uma nova liberação de arquivos relacionados a OVNIs, UAPs e possíveis registros de fenômenos aéreos não identificados, reacendendo um tema que há décadas circula entre documentos oficiais, relatos militares, teorias populares e perguntas ainda sem resposta definitiva.
A primeira leva divulgada reúne materiais de diferentes áreas do governo dos Estados Unidos, incluindo arquivos do Pentágono, registros do FBI, documentos ligados à NASA e imagens associadas a missões espaciais. Segundo a Associated Press, o Pentágono começou a liberar novos arquivos sobre fenômenos anômalos não identificados, com a participação de órgãos como a Casa Branca, NASA, FBI, Departamento de Energia e o gabinete da direção nacional de inteligência.
O assunto ganhou ainda mais força porque a divulgação foi apresentada como parte de um programa de desclassificação defendido por Donald Trump. Em comunicado, a Casa Branca afirmou: “Enquanto administrações anteriores buscaram desacreditar ou dissuadir o povo americano, o presidente Trump está focado em oferecer máxima transparência ao público, que poderá, no fim, formar suas próprias opiniões.”
O que apareceu nos arquivos
Entre os pontos que mais chamaram atenção estão fotos e transcrições associadas às missões Apollo 12 e Apollo 17. O material inclui imagens feitas na superfície da Lua e registros de comunicação entre astronautas e operadores durante manobras no espaço.
Uma das fotos mencionadas parece mostrar três pequenos pontos no céu lunar. Isso, por si só, já bastou para incendiar fóruns e comunidades dedicadas à ufologia. Mas os trechos das transcrições também se destacaram.
Durante a missão Apollo 17, um astronauta comentou: “Agora temos algumas partículas ou fragmentos muito brilhantes passando enquanto manobramos.” Em seguida, outro trecho descreve os objetos de forma mais detalhada: “Sim. Agora dá para ver alguns deles em formato. São fragmentos bem irregulares e angulares que estão girando.”
Apesar do tom intrigante, esse tipo de registro não significa automaticamente presença extraterrestre. Em missões espaciais, fragmentos, partículas de gelo, reflexos, detritos e efeitos ópticos podem produzir cenas estranhas, especialmente quando observadas em ambiente sem referências visuais comuns. Ainda assim, a existência dessas anotações oficiais ajuda a explicar por que o tema continua tão popular.
A promessa de mais transparência
O governo americano afirma que esta é apenas a primeira parte de uma sequência de divulgações. Um funcionário da Casa Branca confirmou à Fox News que novas levas de documentos devem ser publicadas em etapas, em vez de um único grande pacote.
Pete Hegseth, secretário de Guerra, escreveu no X: “O Departamento de Guerra está alinhado com o presidente Trump para trazer uma transparência sem precedentes sobre o entendimento do nosso governo a respeito dos Fenômenos Anômalos Não Identificados.”
Ele acrescentou: “Esses arquivos, escondidos atrás de classificações, há muito alimentam especulações justificadas, e está na hora de o povo americano vê-los por si mesmo.”
Segundo o New York Post, o Pentágono liberou 162 arquivos desclassificados relacionados a OVNIs, cobrindo quase 80 anos de avistamentos. A mesma reportagem destacou que o ex-diretor do escritório AARO, Sean Kirkpatrick, afirmou que os documentos não trazem revelações espetaculares, como imagens de alienígenas ou provas de tecnologia extraterrestre.
Mesmo assim, o interesse público permanece alto. Para os entusiastas, qualquer fragmento antigo, vídeo incompleto ou relatório militar pode esconder uma peça importante. Para os céticos, a maior parte desses casos costuma ter explicações mais comuns, como falhas de sensores, reflexos, aeronaves, drones, fenômenos atmosféricos ou interpretações equivocadas de imagens difíceis de analisar.
A nova divulgação coloca esses dois públicos diante do mesmo material. De um lado, documentos antes restritos. Do outro, a ausência, até agora, de uma confirmação oficial de vida alienígena ou tecnologia extraterrestre recuperada. O próprio relatório de 2024 do Pentágono sobre UAPs apontou centenas de incidentes, mas não confirmou evidências de tecnologia alienígena ou vida extraterrestre.
