Homem passou a noite na “ilha mais assustadora do mundo”, com 160 mil corpos, onde a entrada é proibida

por Lucas Rabello
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Homem passou a noite na "ilha mais assustadora do mundo", com 160 mil corpos, onde a entrada é proibida

Localizada entre Veneza e Lido, no nordeste da Itália, a ilha de Poveglia carrega uma atmosfera que desafia até os mais céticos. Vista de longe, a pequena porção de terra cercada pelas águas do Adriático parece apenas mais um ponto geográfico da bela região italiana. No entanto, sua fama é baseada em séculos de sofrimento e isolamento. No final do século 18, a ilha serviu como ponto de quarentena para vítimas da peste bubônica. Estima-se que cerca de 100 mil pessoas tenham morrido no local durante esse período.

O solo de Poveglia é composto, em grande parte, por cinzas humanas e restos mortais daqueles que sucumbiram à doença. No século 20, a história da ilha ganhou um novo capítulo sombrio quando um hospital psiquiátrico foi instalado no local. Desde o fechamento da instituição na década de 1960, a ilha permanece abandonada. A natureza começou a retomar as estruturas, cobrindo as ruínas com vegetação densa e transformando o que restou dos prédios em esqueletos de tijolos e concreto.

Uma expedição clandestina

Bem-vindos a Poveglia, senhores.

Bem-vindos a Poveglia, senhores.

O acesso a Poveglia é proibido pelas autoridades italianas devido ao estado precário das construções. Sem manutenção há quase sessenta anos, as estruturas oferecem risco real de desabamento. Além disso, a logística de resgate em caso de acidentes é complexa, exigindo botes ou helicópteros. Mesmo assim, exploradores urbanos e investigadores paranormais buscam formas de chegar ao local sem serem detectados pela patrulha costeira.

O youtuber irlandês Dara Tah e seu colega Matt decidiram enfrentar o isolamento da ilha. Eles navegaram até o local e precisaram se esconder atrás de muros para evitar o flagrante da polícia. Ao desembarcarem, encontraram um cenário de total abandono, onde o silêncio é interrompido apenas pelo barulho da vegetação e o ranger das janelas velhas. Grafites nas paredes são as únicas marcas deixadas por outros visitantes que se arriscaram por ali ao longo dos anos.

Fenômenos na torre do sino

Ao cair da noite, a dupla utilizou equipamentos de detecção paranormal para explorar os arredores. Dara, que se declarava cético quanto à existência de fantasmas, utilizou um dispositivo térmico que indicou uma direção específica. O rastro levou os exploradores diretamente para a torre do sino, um dos pontos considerados mais assombrados de Poveglia. Durante o trajeto, as lanternas começaram a falhar e os equipamentos eletrônicos apresentaram instabilidade constante.

Dara decidiu tentar uma forma de comunicação direta utilizando um rádio sintonizado em frequências específicas. As gravações capturaram fragmentos de áudio que, na hora, pareceram apenas ruído estático para os falantes de inglês. No entanto, o material foi enviado para Manu, um amigo italiano que realizou a tradução posterior dos termos captados pelo rádio na ilha deserta.

Mensagens do além e coincidências

De acordo com o tradutor, as palavras registradas pelo equipamento de áudio foram “partir” ou “viajar”. Manu afirmou: “As palavras significam que você deve sair ou viajar para longe”. O comando parecia uma ordem direta das supostas entidades que habitariam a ilha para que os invasores deixassem o território imediatamente. Outro termo identificado na gravação foi “explosivos”, algo que não fazia sentido imediato para os exploradores no momento da captação.

Pouco tempo depois de analisar o áudio, o tradutor Manu passou por uma experiência atípica. Ao chegar em um aeroporto, ele foi selecionado para uma revista rigorosa pela primeira vez na vida. Os seguranças buscavam especificamente por vestígios de explosivos em seus pertences. A coincidência entre a palavra captada em Poveglia e o evento no aeroporto trouxe um novo nível de estranheza para a expedição realizada na ilha mais mal-assombrada do mundo.

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