Essa bateria é capaz de fazer um celular funcionar por 400 anos e seus criadores dizem que essa não é a única vantagem

por Junior
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Mya Le Thai, pesquisadora e estudante, tem se dedicado ativamente a resolver o problema crônico da vida útil das baterias em dispositivos inteligentes desde 2016. Seu trabalho, realizado na Universidade da Califórnia, recentemente obteve um progresso significativo com a criação de uma bateria capaz de suportar 200.000 ciclos de carga sem degradação. Este desenvolvimento marca um avanço notável no campo da tecnologia de baterias, especialmente ao considerar a vida útil típica das baterias de smartphones atuais.

As baterias de smartphones geralmente têm um número finito de ciclos de carga e descarga, com uma média entre 300 e 500 ciclos antes que sua eficiência comece a diminuir. Fatores que contribuem para essa diminuição incluem flutuações de temperatura e o desgaste causado pelo movimento contínuo de elétrons através dos materiais. No entanto, a bateria criada por Le Thai e sua equipe exibe um ciclo de vida excepcionalmente prolongado. Em comparação com nanofios de ouro, que normalmente duram entre 5.000 e 7.000 ciclos, a bateria de Le Thai supera significativamente esse número.

A pedra angular da pesquisa de Le Thai é o desenvolvimento de materiais que duram mais ao longo de vários ciclos de carregamento. Sua abordagem envolveu o uso de nanofios de ouro revestidos com dióxido de manganês e um gel condutor de eletricidade. Esses nanofios tratados mostraram uma melhoria notável na durabilidade, sustentando 200.000 ciclos de carga ao longo de um período de teste de três meses sem qualquer perda de eficiência. Esse achado indica que a bateria não sofre deterioração, mantém a estabilidade do poder de carga e não mostra sinais de fratura nos nanofios.

Essa bateria é capaz de fazer um celular funcionar por 400 anos e seus criadores dizem que essa não é a única vantagem

As implicações dessa pesquisa são de longo alcance. O potencial de uma bateria com uma vida útil tão estendida — capaz de alimentar um smartphone por 400 anos — aborda não apenas a questão da vida útil da bateria em eletrônicos de consumo, mas também preocupações ambientais mais amplas. Uma bateria duradoura poderia reduzir significativamente o lixo eletrônico gerado pela substituição frequente de baterias, uma prática comum motivada por suas vidas úteis limitadas.

Além disso, a vida útil da bateria é um fator chave que influencia as decisões dos consumidores na compra de novos smartphones. Com o advento de uma bateria mais durável, os impactos ambientais e econômicos associados a atualizações frequentes de dispositivos poderiam ser marcantemente reduzidos. Esse avanço tecnológico poderia transformar a paisagem dos eletrônicos de consumo, oferecendo uma solução mais sustentável e de longo prazo para os desafios impostos pela tecnologia atual de baterias.

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