Enfermeira explica por que os pacientes deixam escapar o ‘ronco da morte’ momentos antes de morrer

por Lucas Rabello
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Julie McFadden, uma enfermeira de cuidados paliativos com talento para desmistificar a morte, compartilha algumas percepções reveladoras de seu trabalho no TikTok. Ela está em uma missão para educar as pessoas sobre o que realmente acontece quando alguém está se aproximando do fim da vida, desfazendo equívocos e trazendo a tão necessária clareza.

Uma das coisas surpreendentes que podem acontecer? As pessoas frequentemente veem entes queridos falecidos no quarto com elas. Pode ser uma despedida reconfortante do além ou nossos cérebros sendo gentis; de qualquer forma, é um pensamento comovente.

Mas não se trata apenas da mente. O corpo tem suas próprias maneiras peculiares de se desligar. Tome como exemplo as extremidades. À medida que o corpo começa a concentrar sangue em torno dos órgãos vitais, as mãos e os pés podem ficar gelados. É como se o corpo estivesse desistindo das partes menos importantes para manter o show principal por mais um tempo.

Ela compartilhou algumas das coisas que acontecem quando morremos. (@hospicenursejulie/TikTok)

Ela compartilhou algumas das coisas que acontecem quando morremos. (@hospicenursejulie/TikTok)

McFadden compartilha conhecimento sobre o que pode ser a parte mais perturbadora para os entes queridos: o famoso ‘ronco da morte’. Imagine isso: a respiração de alguém se transforma em um som crepitante e úmido à medida que se aproxima da morte. Isso acontece porque os fluidos se acumulam nos pulmões, criando um ruído que pode assustar qualquer um que não esteja preparado para isso. McFadden assegura que é completamente normal e, crucialmente, não causa desconforto significativo à pessoa que está morrendo.

Para aqueles que se encontram nessa situação, saber o que esperar pode fazer uma grande diferença. Embora existam algumas maneiras de reduzir o ronco da morte, nem sempre é possível eliminá-lo completamente. Em média, uma vez que o ronco da morte se instala, as pessoas têm cerca de 23 horas restantes. É um sinal sombrio, mas útil, para que os entes queridos se reúnam e se despeçam.

Através de seus anos de experiência em cuidados paliativos e enfermagem em UTI, McFadden aprendeu que a morte não é a pior coisa que pode acontecer. Ela viu imenso amor e ternura nesses momentos finais, mudando sua perspectiva sobre a vida e a morte.

Então, da próxima vez que você enfrentar a jornada de fim de vida de um ente querido, lembre-se das palavras de McFadden. A morte é um processo natural, cheio de fenômenos estranhos e, às vezes, belos. Não é algo a ser temido, mas entendido e respeitado.

1 comentário

Valéria Marques 14 de maio de 2024 - 16:50

Trabalho em um hospital geral há 24 anos e só recentemente ouvi esse “ronco”. Agora sei do que se tratava. Eu temia a morte das pessoas que amo mas a convivência diária com a partida dos pacientes assistidos me fez acreditar que, dia após dia, “não é algo a ser temido, mas entendido e respeitado”.

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