Cidade antiga há muito perdida descoberta na Amazônia ‘muda a forma como vemos a civilização’

por Junior
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Na região de Upano no Equador, descobertas arqueológicas notáveis foram feitas na floresta amazônica, revelando novas informações sobre civilizações antigas anteriormente consideradas inexistentes em ambientes tão densos. Este avanço, facilitado principalmente por levantamentos aéreos avançados, alterou significativamente nosso entendimento da habitação humana e do desenvolvimento social na Amazônia.

Cidade há muito perdida descoberta na Amazónia ‘mudanças como vemos a civilização’

Cidade há muito perdida descoberta na Amazónia ‘mudanças como vemos a civilização’

Levantamentos aéreos, uma ferramenta crucial nesta descoberta, revelaram uma rede intrincada de estradas e canais, indicando uma estrutura urbana altamente organizada. Essas redes conectavam várias estruturas, incluindo casas e outros prédios, sugerindo um ambiente urbano bem planejado. O uso da tecnologia de Detecção e Varredura a Laser (LIDAR) foi fundamental nessas descobertas. As capacidades avançadas do LIDAR permitiram aos arqueólogos penetrar a densa cobertura da Amazônia, revelando detalhes da paisagem e estruturas feitas pelo homem que antes estavam ocultas.

A escala dessas descobertas é substancial. Na área explorada, que abrange aproximadamente 300 quilômetros quadrados, os pesquisadores descobriram cerca de 6.000 plataformas elevadas. Acredita-se que essas plataformas sejam as fundações de prédios e casas residenciais. Além disso, a presença de campos com canais estrategicamente escavados para drenagem apoia ainda mais a ideia de uma sociedade sofisticada e bem organizada.

Cidade perdida

Uma das características mais impressionantes descobertas é uma rede de estradas retas, com a mais longa se estendendo por mais de 25 quilômetros. Isso revela um esforço significativo no desenvolvimento de infraestrutura, com estradas projetadas para serem retas, desviando dos contornos naturais da terra. Curiosamente, essas estradas foram escavadas até uma profundidade de cerca de cinco metros para manter seu curso reto, indicando um alto nível de habilidade em engenharia e organização social.

A antiga cidade, estimada ter existido entre 3.000 e 1.500 anos atrás, poderia ter sido lar de dezenas de milhares de pessoas. Essa estimativa desafia significativamente a crença anterior de que apenas pequenos grupos habitavam a vasta floresta amazônica. O desaparecimento da civilização permanece um mistério, adicionando um aspecto intrigante a essa descoberta.

Escavações na região também revelaram evidências de valas e estruturas defensivas. Isso pode implicar que os habitantes desses assentamentos tinham relações hostis com grupos vizinhos, indicando uma estrutura social complexa com possíveis conflitos internos ou externos.

O estudo, liderado pelo Professor Stephen Rostain e conduzido pelo Centro Nacional de Pesquisa Científica da França, não apenas mapeou o que costumava existir na Amazônia, mas também tem implicações profundas para nosso entendimento de civilizações antigas em ambientes desafiadores como a floresta amazônica.

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