Você sabe por que somos fascinados por coisas brilhantes?

Você já percebeu que o ser humano, desde cedo possui uma relação especial com coisas brilhantes? Pode perceber: mostre um molho de chaves a um bebê e nos diga qual foi a reação do mesmo após ver o brilho e o barulho das chaves.

Quando crescemos também nos mostramos bem propensos a ficarmos encantados com o carnaval e a beleza colorida das fantasias repletas de purpurina. Há quem diga que esse fascínio possa estar relacionado com a riqueza, já que o ouro, a prata, etc., possuem aspectos brilhantes. Mas o que poderíamos dizer quanto a esse fascínio atingindo tribos inteiras, até mesmo isoladas? Você sabe por que somos fascinados por coisas brilhantes ou reluzentes? Teria alguma ideia sobre o assunto? Uma teoria evolucionária explica:

Mistérios do Mundo

Tudo começou com a percepção de alguns pesquisadores da área de marketing ao verem que as crianças com 7 a 12 meses de vida tinham uma preferência especial por brinquedos com essa característica.  De início pensaram ser algo meramente infantil, mas o assunto ia muito além disso: não só os seres humanos como também alguns animais se demonstram interessados em itens de aspecto brilhante e reluzente e estima-se que tal interesse tenha surgido a partir de uma analogia inconsciente que faríamos com relação à água.

Os animais geralmente se interessam por poças de água da mesma maneira que bebês se interessam por objetos que brilham. Sendo a água um recurso fundamental para a manutenção da vida, os estudiosos de marketing resolveram fazer uma série de experimentos de campo.

Mistérios do Mundo

No primeiro experimento, os pesquisadores fizeram uma exposição tanto de crianças como de adultos em alguns anúncios e ambos mostraram um interesse maior nas propagandas apresentadas em papel brilhante ao invés de fosco. Em um teste cego, ou seja, ao selecionar anúncios com os olhos vendados, ambos também mostraram uma preferência especial com relação ao papel brilhante, como se essa textura apresentasse maior qualidade.

De acordo com os pesquisadores, algo teria nos condicionado a acreditar que o que é brilhante seria “algo superior” e com qualidade, algo difícil de ser obtido ou produzido.

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Durante o teste cego os participantes deveriam descrever porquê escolheram a versão brilhante, e muitos associaram a aparência do papel à presença de água – o que pode explicar a preferência inconsciente associada com a busca do líquido vital.

Já um outro experimento interessante reuniu 126 voluntários em 3 grupos para verificar se a água tinha algo a ver com a nossa preferência por coisas que brilham e a pesquisa foi feita da seguinte forma:

O primeiro  grupo comeu bolachas e bebeu água;

O segundo só comeu bolachas;

O terceiro não comeu nem bebeu nada.

Após mostrar os papeis, todos os grupos preferiram o brilhante, porém o mais sedento dos três, ou seja, aquele que só comeu bolacha, foi o que mais descreveu as imagens reluzentes como atrativas e vários outros adjetivos.

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“É humilhante e ao mesmo tempo engraçado reconhecer que, apesar de nossa sofisticação e progresso como espécie, ainda estamos sofrendo as consequências inatas de nossa espécie, a necessidade de água no caso” ressalta Vanessa Patrick, da Universidade de Houston nos Estados Unidos, a coordenadora responsável pelo estudo.

[Co Design]

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