Você sabe por que na Islândia praticamente não existem casos de síndrome de Down?

A síndrome de Down é um desvio congênito que causa a presença de um 47º cromossomo adicional. Essa anomalia genética não é incomum, já que aproximadamente uma a cada 700 crianças no mundo nasce com desvios cromossômicos.

John Down foi o maior responsável pelo estudo e descrita da síndrome em 1866, porém ela ainda permanece incurável. Embora agora haja vários estudos de várias drogas que, em teoria, possam neutralizar as consequências de mutações genéticas, as pessoas acometidas pelo problema conseguem viver razoavelmente bem.

O curioso é que, somente na Islândia, a porcentagem de nascimentos de crianças com síndrome de Down é extremamente baixa. De acordo com os últimos cálculos, apenas 2 crianças por ano nascem com Síndrome de Down, sendo os motivos de tais estatísticas muito controversos.

Desde o início dos anos zero, no Hospital Nacional da Islândia, existe uma prática comum de realização de triagem pré-natal. Este é um procedimento especial que ajuda a identificar a saúde do bebê e possíveis desvios futuros.

Os testes de triagem são usados ​​em todo o mundo, mas apenas na Islândia há um dado assombroso: com um resultado positivo na síndrome de Down, a gravidez é interrompida por 99% das mulheres, sendo nos EUA de 67% e na França – 77%.

“Nós tentamos aconselhar os pais da melhor forma possível… No entanto, alguns acreditam que mesmo se estamos a propor um teste de triagem pré-natal, de alguma forma empurramos as pessoas em uma determinada direção”, disse o chefe do departamento de diagnóstico pré-natal.

Além disso, os médicos islandeses insistem que a decisão final é sempre tomada apenas pelos pais da criança. Não há abortos forçados e punições por isso no país.

Apesar da síndrome ser incurável, a vida de uma pessoa acometida pela síndrome não é fácil, nem para ela e nem para a família: os medicamentos são caros e muitos apontam que a sociedade e os governos devem ser obrigados a ajudar essas pessoas.

As razões para o nascimento de uma criança com síndrome de Down ainda não são completamente conhecidas. Vários estudos mostram que o risco de nascimento de uma criança com esse problema aumenta, conforme a idade da mãe. A hereditariedade compõe apenas 1% dos casos, sendo muito difícil determinar o que causa de fato a síndrome.

A maioria das opiniões sobre crianças com síndrome de Down são errôneas. Por exemplo, que elas têm uma memória ruim, que não podem ser ensinadas a ler e escrever, que não podem experimentar emoções e mostrar sentimentos reais. Mas isso não é verdade, muito pelo contrário: muitas das pessoas com síndrome de Down apresentam grandes habilidades e podem viver até a velhice e trabalharem ao longo de sua vida.

[Ofigenno]

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