Você pode saber se alguém é psicopata observando o movimento da cabeça

por Lucas Rabello
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Uma nova pesquisa revela que indivíduos com altos índices de psicopatia podem exibir menos movimento da cabeça ao falar. Essa descoberta, que foi anteriormente observada em homens, agora se estende às mulheres, sugerindo um padrão não verbal universal entre aqueles com traços psicopáticos.

O estudo focou em 213 mulheres encarceradas, que foram filmadas durante entrevistas clínicas enquanto respondiam a um questionário de psicopatia. Essa avaliação visava quantificar o alinhamento de cada participante com características psicopáticas, que incluem desapego emocional, impulsividade e comportamento manipulador.

Utilizando um algoritmo de detecção automatizado, os pesquisadores analisaram meticulosamente as filmagens para rastrear o movimento da cabeça de cada mulher, quadro a quadro. Os resultados foram bastante reveladores: mulheres com pontuações mais altas em psicopatia tendiam a manter uma posição de cabeça relativamente estacionária durante as entrevistas.

Especificamente, os dados mostraram que, em média, as participantes mantinham suas cabeças dentro do que os pesquisadores chamaram de “faixa de movimento moderado” por cerca de 40% do tempo. No entanto, aquelas com pontuações mais altas em psicopatia eram mais propensas a restringir ainda mais seus movimentos de cabeça, permanecendo dentro de uma “faixa de movimento mínimo” na maior parte da entrevista.

Essa correlação entre movimento limitado da cabeça e pontuações mais altas de psicopatia sugere que o movimento mínimo da cabeça poderia servir como um marcador sutil, mas observável, de traços psicopáticos. O estudo destaca como sinais não verbais, como a dinâmica da cabeça, podem fornecer insights sobre o estado psicológico de uma pessoa, particularmente em contextos onde os sinais comportamentais tradicionais podem estar mascarados ou ser enganosos.

Embora as implicações desses achados ainda estejam sendo exploradas, elas sublinham a importância de considerar comportamentos não verbais na avaliação psicológica e no perfilamento de indivíduos, especialmente em ambientes onde a enganação pode ser um fator. Essa abordagem poderia aprimorar nosso entendimento sobre distúrbios de personalidade complexos e melhorar a precisão das avaliações psicológicas.

Os pesquisadores sugerem que esses insights sobre padrões de movimento da cabeça poderiam eventualmente ajudar no desenvolvimento de ferramentas diagnósticas mais eficazes e estratégias para identificar a psicopatia, auxiliando assim no manejo e tratamento de indivíduos com esses traços.

Publicado na revista Personality and Individual Differences, este estudo acrescenta uma nova dimensão ao nosso entendimento da psicopatia, expandindo o escopo de características observáveis que poderiam indicar a presença desse distúrbio de personalidade complexo.

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