Usina de carvão na Índia encontrou uma forma de transformar suas emissões de CO2 em fermento em pó

Uma empresa na Índia disse que está transformando o dióxido de carbono capturado de uma caldeira movida a carvão em produtos químicos valiosos, como o fermento em pó, no que se pensa ser uma grande inovação.

O processo está ocorrendo em uma fábrica de produtos químicos na cidade de Tuticorin. Com a ajuda de uma empresa indiana, Carbon Clean Solutions, eles dizem que podem economizar 66.000 toneladas de emissões de CO2 por ano.

“Eu sou um empresário, nunca pensei em salvar o planeta”, disse Ramachadran Gopalan, dono da usina, à BBC. “Eu precisava de um fluxo confiável de CO2 e essa era a melhor maneira de obtê-lo”.

Carbon Clean é gerida por dois jovens químicos indianos, com sua técnica usando sal para se ligar com moléculas de CO2 na chaminé da caldeira de gases de combustão. Este processo de captura de carbono difere dos outros por usar um novo produto químico para retirar CO2, que é aparentemente mais eficiente do que os produtos químicos atuais. Mais de 90% do CO2 pode ser capturado.

O material produzido tem uma gama de usos, que incluem fabricação de vidro, adoçantes, detergentes e produtos de papel, de acordo com o The Guardian. A planta supostamente tem quase zero emissões desde a utilização da técnica.

No ano passado, uma fábrica na Islândia fez um grande avanço quando transformou dióxido de carbono em pedra. Ter um subproduto mais útil, como carbonato de sódio, poderia ser mais atraente para as empresas. Em seu site, a Carbon Clean estima que a captura de carbono poderia reduzir cerca de 20% das emissões globais de gases causadores do efeito estufa que contribuem para a mudança climática nas próximas quatro décadas.

“Os principais emissores de dióxido de carbono, como as centrais elétricas e as fábricas, no futuro poderão ser solicitados a instalar tecnologias de captura de carbono ou pagar imposto sobre o carbono”, observam. “Carbon Clean Solutions está inovando e trabalhando com os clientes para desenvolver tecnologias que reduzirão de forma rentável as emissões de CO2 de grandes fontes”.

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