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Uma nova plataforma pode transformar qualquer um em um novo Indiana Jones

Compre logo seu chapéu de feltro e seu chicote, porque uma nova plataforma online chamada GlobalXplorer permite que qualquer um se torne um Indiana Jones moderno.

Desenvolvido por Sarah Parcak, arqueóloga e vencedora do Prêmio TED 2016, o GlobalXplorer conta com imagens de satélite para dar aos usuários a experiência de explorar vários terrenos no Peru, onde eles podem procurar por novos sítios arqueológicos.

Parcak financiou o projeto com US $ 1 milhão, dinheiro que recebeu no prêmio TED no final de 2015.

Em uma coletiva de imprensa na segunda-feira 30 de janeiro, ela disse que espera poder mudar a forma como o público enxerga as grandes histórias que podem estar escondidas sob camadas de sujeira e rochas.

“Nós podemos realmente mudar as perspectivas e criar um mundo onde as pessoas não apenas se preocupam com a história, mas são responsáveis por recontá-la”, disse ela.

Em muitos aspectos, o GlobalXplorer é mais um jogo do que uma ferramenta. Você começa como um explorador novato, então os tutoriais do site mostram como e onde explorar a superfície a 724 km acima da Terra.

Ao longo do caminho, você recebe uma “pontuação por consenso”, que mantém o controle de quantas vezes seus julgamentos sobre regiões específicas correspondem às de pessoas que viram o mesmo espaço.

À medida que você explora cada vez mais pedaços de terra – 100 x 100 metros quadrados, como mostra a sua tela – você avança no ranking dos exploradores.

Você começa como “andarilho”, e depois de 500 peças exploradas se torna um “desbravador”. Depois de 1.000 peças, os Desbravadores tornam-se “viajantes”, até se tornarem “Arqueólogos do Espaço”, que examinaram pelo menos 50.000 peças.

Cada nível desbloqueia várias recompensas, incluindo conteúdo especial no YouTube.

“Queremos que as pessoas sintam que há uma razão para continuar”, disse Parcak.

Ela quer que o programa facilite uma comunidade global de exploradores que podem, de alguma forma, tirar o peso dos arqueólogos profissionais.

Como tal, os dados do GlobalXplorer são transmitidos de volta para Parcak e sua equipe para analisar quais descobertas podem precisar de atenção real.

Mas ela também reconhece que há uma razão mais profunda para a plataforma ser aberta ao público, observando que uma das características da arqueologia é a sua capacidade de dar perspectiva.

“Somos todos seres humanos no final do dia”, acrescentou. “Eu acho que entender quem somos e de onde viemos pode nos conectar de uma maneira que precisamos agora”.

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