Uma confeitaria recebeu um pedido da Tesla: 4.000 tortas. Elon Musk teve que tomar medidas para evitar a falência

por Lucas Rabello
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Em San José, na Califórnia, uma pequena confeitaria chamada Giving Pies conquistava clientes com tortas artesanais feitas com ingredientes frescos e muita dedicação. Fundada por Voahangy Rasetarinera, a loja tinha um propósito simples: espalhar doçura pela comunidade. Mas em 2022, um pedido inesperado colocou a empresa em um cenário improvável: uma parceria com a gigante Tesla, de Elon Musk.

Tudo começou quando a Tesla fez um pedido de 2.000 minitortas para um evento corporativo. Para uma empresa que normalmente produzia cerca de 200 tortas por dia, o número era impressionante. Rasetarinera viu ali uma chance de expandir seu negócio e aceitou o desafio, confiando na credibilidade da marca. O contrato, porém, não foi formalizado por escrito — um detalhe que se tornaria crucial mais tarde.

Dois dias antes da entrega, a surpresa: a Tesla dobrou o pedido, chegando a 4.000 minitortas. A equipe da Giving Pies, composta por apenas seis funcionários, precisou trabalhar horas extras, comprar ingredientes em grande quantidade e até recusar outros clientes para priorizar a demanda. O investimento foi alto: Rasetarinera gastou cerca de 20.000 dólares (quase R$ 100.000 na época) e usou créditos pessoais para cobrir os custos. Apesar do risco, a empreendedora confiou nas garantias verbais de uma funcionária da Tesla, identificada como Laura, que prometeu resolver o pagamento.

Mas o cenário mudou radicalmente. Horas antes da entrega final, a Tesla cancelou o pedido sem explicação, deixando a confeitaria com 4.000 tortas prontas, dívidas e nenhum retorno sobre o investimento. Para piorar, as tentativas de contato com a empresa foram ignoradas. A situação colocou a Giving Pies à beira do fechamento.

Foi então que a história ganhou as redes sociais. Clientes locais e apoiadores compartilharam a situação, criticando a Tesla por não honrar o acordo com um pequeno negócio. A pressão virtual cresceu tanto que chegou a Elon Musk, que respondeu em seu perfil no X (antigo Twitter): “Acabei de saber disso. Vamos resolver”.

Em menos de 24 horas, a Tesla anunciou que compraria todas as tortas produzidas e as doaria para organizações sem fins lucrativos da região. Além disso, a empresa assumiu os custos extras e garantiu um pagamento justo pelo trabalho já realizado. O gesto não apenas salvou a Giving Pies da crise financeira, mas também gerou uma onda de solidariedade: novos clientes lotaram a loja nos dias seguintes, e o caso chamou a atenção de outras grandes empresas de tecnologia, como Google e Apple, que passaram a encomendar produtos para seus eventos.

O incidente revelou os riscos que pequenos negócios enfrentam ao lidar com corporações, mas também mostrou o poder da mobilização coletiva. Hoje, a Giving Pies mantém contratos formais com todas as empresas parceiras e continua crescendo, provando que até mesmo um desastre logístico pode virar uma receita de sucesso — desde que haja um pouco de doçura e muita resiliência.

Lucas Rabello
Lucas Rabello

Fundador do portal Mistérios do Mundo (2011). Escritor de ciência, mas cobrindo uma ampla variedade de assuntos. Ganhou o prêmio influenciador digital na categoria curiosidades.

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