Túmulo de Jesus é aberto pela primeira vez na história

A rocha onde acredita-se tradicionalmente que Jesus Cristo esteve sepultado foi exposta à luz do dia pela primeira vez dentro de séculos.

De acordo com o National Geographic, parceiro no projeto da Church of the Holy Sepulchre, a superfície original da rocha foi coberta por lajes de mármore desde 1555. Durante o projeto de conservação, uma equipe da Universidade Técnica Nacional de Atenas, na Grécia, percebeu que precisaria acessar a estrutura interior do altar para restaurá-lo.

Fredrik Hiebert, arqueólogo da National Geographic Society, diz que os gregos são os primeiros, até onde se sabe, a abrir o local.

Alguns historiadores teólogos acreditam que Jesus foi um homem real, nascido (obviamente) no ano 1, em Belém, que hoje é território da Palestina, e que se mudou para Nazaré, em Israel, mais tarde. Acredita-se que ele tenha morrido em torno do ano 29.

De acordo com a Bíblia hebraica, Jesus foi enterrado em uma plataforma de pedra, em uma caverna cortado por uma parede de rochas. Em 326, o primeiro imperador cristão de Roma, Constantino, enviou sua mãe, Helena, como representante até Jerusalém. Lá, os moradores a apontaram a caverna que supostamente servia de local de descanso eterno para Jesus Cristo.

Constantino então instalou um santuário sobre a caverna. O topo original da caverna foi removido, para que os peregrinos pudesse olhar para baixo e ver a laje onde o corpo de Jesus supostamente teria repousado. Este santuário é conhecido como o Santo Edículo, e foi reconstruído pela última vez após um incêndio no início de 1800, de acordo com a NationalGeographic.

O Santo Edículo original se situa dentro da Igreja do Santo Sepulcro, ou Igreja da Ressurreição, um famoso local de peregrinação construído sobre a caverna onde Jesus supostamente foi enterrado. Outra ala fica sobre o local onde acredita-se que ele tenha sido crucificado. Três seitas gerenciam conjuntamente o local: A Igreja Ortodoxa Grega, a Igreja Católina Romana e a Igreja Ortodoxa Armênia. Os três grupos concordaram em 1958 que a conservação do Edículo era necessária, mas foram necessários quase 50 anos para chegar a um acordo sobre o método adequado, e também para conseguir financiamento.

Uma grande barra de ferro instalada na década de 1940 mantinha a estrutura do Edículo erguida até o início do projeto. Agora, disse Hiebert, a equipe grega vai injetar argamassa em torno das placas de mármore que compõem o Edículo.

O que muitos podem ser perguntar: existem vestígios de Jesus no local?

Para Hiebert, isso é uma questão de fé. Não há vestígios que possam ser analisados ou provas de DNA. Existe até mesmo um debate acadêmico acerca da existência de Jesus, à qual não se chegou a nenhuma conclusão final. Alguns historiadores pensam que Jesus é uma construção literária, outros acreditam que ele realmente existiu, mas pouco se sabe sobre sua vida. Além dessas, existem incontáveis outras versões igualmente válidas – porém sem provas.

As escavações provavelmente não revelarão nada de novo sobre a história do cristianismo primitivo, principalmente porque a atual estrutura do Edículo tem apenas 200 anos de idade. [LiveScience]

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