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Supersticiosa, matou suas amigas e as transformou em sabão. Com o sangue delas fazia bolos

Esta história parece ter saído de um filme de terror, daqueles que te proibiam de ver quando criança. Uma mulher, altamente supersticiosa, quis realizar sacrifícios humanos com a intenção de proteger seu filho mais querido. Os métodos para matar suas vítimas eram horríveis, só que mais horrível ainda era o que ela fazia com seus restos: os transformava em sabão, e com seu sangue fazia biscoitos. Horrível. Uma história real, doentia, e com um final inesperado. Espero que você não esteja comendo enquanto lê isso.

Se você procurar pela Leonarda Cianciulli no site do Museu Criminológico de Roma, verá que seu apelido era “La saponificatrice di Correggio” (a saboneteira de Correggio). Mas, o que tem de tão sinistro em uma fabricante de sabão? Bem, ela matava pessoas para transformá-las em sabão… e depois os dava de presente aos seus amigos.

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Leonarda matou três mulheres entre 1939 e 1960. O motivo, aparentemente, é supersticioso. Ela acreditava nas palavras de uma adivinha que lhe dizia que todos os seus filhos morreriam (aparentemente, esta profecia era verdade, já que segundo a Murderpedia, ela esteve grávida 17 vezes e 13 de seus filhos vieram a falecer, incluindo três abortos espontâneos). Ela, de alguma maneira, começou a acreditar que necessitava sacrificar outras almas como uma espécie de magia negra para proteger a seus 4 filhos sobreviventes, incluindo Giuseppe, seu filho favorito, que tinha acabado de se unir ao exército italiano para a guerra que se aproximava.

Sua vida nunca foi fácil: ela nasceu como produto de um estupro pelo qual passou sua mãe ainda muito jovem, sendo assim, ela nunca recebeu amor e carinho suficiente quando criança. De fato, sua mãe se converteu em uma alcoólatra que maltratava Leonarda sempre que podia.

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Leonarda tentou suicídio duas vezes, mas não obteve sucesso. Sua mãe, para desfazer-se dela, quis casá-la com seu sobrinho, mas ele se negou, e acabou casando-se com Raffaele Pansardi, apesar da desaprovação de sua mãe.

Depois do casamento, Leonarda e Raffaele foram viver em Lauria, cidade de origem de seu marido, mas por causa de um terremoto acabaram mudando-se para Correggio, onde começaram do zero. No povoado, Leonarda transformou-se em uma mulher modelo e até abriu uma loja de sabão.

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Ela era uma espécie de adivinha no povoado, e se aproveitou disso para cometer seus crimes terríveis. Três clientes, que também eram suas amigas, caíram na armadilha de Leonarda.

Elas foram drogadas e logo assassinadas com um machado.

A primeira, Faustina Setti, acreditava que Leonarda havia encontrado seu marido, mas isso nunca havia acontecido, e aqui lhes deixo as palavras da própria assassina, que revelou detalhes sangrentos:

“Joguei os pedaços em uma panela, adicionei sete quilos de soda cáustica  (que havia comprado para fazer sabão) e misturei até que os pedaços se dissolvessem e tudo se transformou em um mingau espesso e escuro, o qual separei em vários recipientes e joguei dentro de um tanque séptico. (…) Quanto ao sangue na bacia, esperei que se coagulasse, sequei no forno, misturei com farinha, açúcar, chocolate, leite e ovos, adicionei um pouco de margarina, amassando todos os ingredientes juntos. Fiz vários bolos crocantes para o café da tarde e os servi às damas que vieram me visitar, ainda que Giuseppe e eu também o comemos”.

E não termina por aí: depois roubou, drogou e fez algo parecido com Francesca Clementina Soavi, que acreditava que Leonarda tinha encontrado para ela um trabalho como professora. Também tirou a vida de Virginia Cioppo, que caiu no mesmo truque e era mais rica que as outras duas mulheres juntas.

As três mulheres haviam confiado em Leonarda o suficiente para manterem segredo quanto as supostas boas notícias que receberam, e ela ainda as convenceu a escreverem cartas aos seus familiares e amigos para tranquilizar-lhes: para que soubessem que estavam muito felizes…

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Mas o destino final de Cacioppo foi o pior de todos:

“Ela acabou em uma panela, igual as outras duas… mas sua carne era branca e gordurosa, e quando derreteu, adicionei uma garrafa de perfume, e depois de muito tempo em ebulição fui capaz de fazer alguns sabonetes bastante aceitáveis. Os dei de presente aos seus vizinhos e conhecidos. Seus biscoitos foram os melhores: era uma mulher muito doce”. 

A cunhada da vítima informou a polícia de sua ausência e lhes contou que a última pessoa que a viu com ela era Leonarda. Ela confessou, mas nunca se desculpou por suas ações.

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Foi sentenciada a 30 anos de cadeia e 3 anos de asilo. Morreu aos 76 anos, enquanto continuava presa no asilo.

Com informações de: Gizmodo

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