Socotra, a ilha surreal que parece ser de outro mundo

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Há 400 quilômetros ao sul da Península Arábica, reside um arquipélago como nenhum outro. Suas ilhas são o mais parecido com um mundo alienígena que você pode encontrar aqui mesmo na Terra.

Eu sou William Tofoli, narrador do Mistérios do Mundo, e hoje você vai conhecer a ilha de Socotra, lar da mais exclusiva flora do planeta. Se você gostar do vídeo, não se esqueça de deixar o like, se inscrever no canal Mistérios do Mundo e ativar as notificações.

Sozinho em meio à vasta extensão do Oceano Índico, o arquipélago de Socotra, que pertence ao Iêmen, permaneceu notavelmente isolado do mundo exterior por milênios.

E deixado em sua própria pequena bolha, acabou se tornando diferente de todos os outros lugares do planeta Terra – algo cada vez mais raro à medida que o século 21 avança e o mundo se torna cada vez mais conectado.

Acredita-se que há pouco menos de 20 milhões de anos, o arquipélago se separou do supercontinente de Gondwana. Para aqueles interessados na evolução das ilhas e na biogeografia, Socotra se tornou um estudo de caso fascinante.

Por permanecerem isoladas, essas ilhas acabaram desenvolvendo uma fauna e flora peculiares. Das 825 espécies de plantas encontradas em Socotra hoje, 307 são endêmicas. Isso significa que um terço dessas formas de vida não podem ser encontradas em nenhum outro lugar.

As ilhas abrigam até 11 espécies únicas de aves, e mais de 90% dos répteis e moluscos também são endêmicos.

Mas são as suas árvores excêntricas que pintam a paisagem com cores e formas que parecem ter sido transportadas de outro planeta.

Socotra, a ilha surreal que parece ser de outro mundo
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Entre elas, uma das que mais chamam a atenção são os dragoeiros. Essas árvores lembram um enorme cogumelo. Uma versão da lenda local que cerca sua origem diz que ela cresceu do sangue de dois irmãos lutando até a morte. Outra lenda diz que ela foi criada a partir do sangue de um dragão que foi ferido lutando contra um elefante.

Seja como for, é uma árvore como nenhuma outra, com galhos grossos e atados espalhados para formar uma cobertura em forma de guarda-chuva. O tronco é grosso e retorcido, mas quando aberto, sangra uma resina em vermelho profundo; o sangue, talvez, do dragão ferido.

Outra árvore que não se deixar passar despercebida é a rosa do deserto. Sua versão reduzida é fácil de se encontrar em floriculturas, mas a sua versão original está em Socotra, e é inconfundível.

O arquipélago foi descoberto pelos portugueses em 1507, pela mesma expedição que descobriu Tristão da Cunha, ilha que abriga o povoado mais isolado do planeta. Mas em poucos anos, a infertilidade da terra fez os colonizadores abandonarem a região, que passou a ser controlada pelos muçulmanos.

Mas a história de Socotra não começa aí. As ruínas de uma cidade que remonta ao século 2 foram descobertas por uma equipe arqueológica russa em 2010, mas pouco se sabe sobre.

Alguns acreditam que a ilha é a localização do Jardim de Éden original, pois fica na beira do Golfo de Áden, que muitos relacionam com os antigos contos sumérios de um paraíso chamado Dilmun.

Nos últimos séculos, a flora única das Ilhas Socotra, apesar das vastas regras de preservação, veio a figurar entre as 10 mais ameaçadas do mundo. A paisagem árida, em parte na selva e em parte no deserto, sustenta a vida de cerca de 50.000 pessoas e entretêm um punhado de turistas.

Enquanto as árvores e plantas evoluíram para se adequar ao clima hostil, o local pode ser desafiador para a maioria das pessoas. Socotra continua sendo um dos lugares mais remotos da Terra.

Apesar desse lugar isolado ter visto a abertura de um aeroporto em 1999, é ainda uma rota pouco frequente, pois as pessoas são aconselhadas a não viajar devido aos constantes conflitos que se fazem presentes no Iêmen.

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