Nova espécie de sapo pode alterar a textura de sua pele em 5 minutos

Este sapo, do tamanho da unha de um dedo humano, pode trocar a textura de sua pele de espinhosa para suave em alguns minutos, e é o primeiro anfíbio já encontrado que pode mudar de forma, de acordo com um novo relatório.

O pequeno sapo (Pristimantis mutabilis) foi descoberto nas encostas do oeste das montanhas dos Andes Equatorianos, onde está localizada a floresta de Chocó. Além dela, a Reserva Las Gralarias, que também serve como habitat para uma série de pássaros raros e borboletas.

Cientistas da Cleveland’s Case Western Reserva University e do Cleveland Metroparks encontraram a nova espécie de sapos durante uma pesquisa anual em uma reserva de populações anfíbias. Durante os últimos 10 anos, Katherine Krynak, bióloga e estudante da Case Western, e Tim Krynak, naturalista e diretor de projeto do Metroparks andaram pela reserva a noite, ouvindo o coaxar dos sapos e procurando por espécies raras. Os Krynaks trabalham de forma voluntária, e oferecem suporte à reserva com uma fundação privada sem fins lucrativos.

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O par de pesquisadores encontrou o sapo pela primeira vez em 2006 e apenas bateram uma foto. Entretanto, depois disso, acabaram por se dar conta de que estavam de frente com uma nova espécie quando ampliaram a imagem. Primeiramente, o sapo foi apelidado de “punk rocker” (brincando com o fato de ter a pele espinhosa, como as pulseiras e outros ornamentos utilizados pelos punks). Entretanto, quando os especialistas olharam melhor para a pele do animal, se deram conta do que estavam tratando.

As fêmeas dessa nova espécie possuem 20 a 23 milímetros de comprimento e os machos são ainda menores, relata o novo estudo. O primeiro a sugerir que o pequeno sapo era de uma nova espécie foi o professor Juan Guayasamín, da Universidad Tecnológica Indoamérica, no Equador. Em 2009, os Krynaks finalmente encontraram outro sapo desta espécie e o capturaram para estudos, colocando-o em um pequeno copo de plástico durante a noite.

Entretanto, na manhã seguinte, quando Katherine Krynak abriu o copo, os espinhos do sapo não existiam mais. Pensando ter capturado o sapo errado, Krynak colocou musgo dentro do copo para deixar o sapo mais confortável até que ele fosse devolvido à floresta, durante a noite. “Nós estávamos desapontados, porque levaria anos para encontrar outro sapo daquela espécie”, ela disse, de acordo com o portal americano ‘LiveScience’.

Mas os Krynaks não acreditaram quando checaram o sapo novamente: sua textura espinhosa havia retornado. Tim Krynak documentou a transição com uma série de fotos, mostrando a transformação da pele do sapo de espinhosa para suave em cerca de cinco minutos. “É inesquecível, nós dois estávamos chocados”, disse Katherine.

Os pesquisadores ainda não sabem como o sapo transforma sua pele, mas os Krynaks sugerem que a alteração sirva como camuflagem – algo semelhante ao que fazem os camaleões. Entretanto, a ideia ainda precisa ser testada em novos estudos. [LiveScience]

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