Ryuguong: o “hotel da fatalidade” norte-coreano que continua intrigando aos visitantes

O arranha-céu começou a ser construído em 1987 e o avanço da obra se deteve em 1992 de forma indefinida. Não contava com janelas e nem ar condicionado em seu interior, mas em 2008 retomaram sua construção que foi finalizada em 2011. É conhecido como o “Edifício 105” devido ao número de andares que se encontra em seu interior, e apesar de estar pronto, segue sem abrir suas portas ao público e constantemente adiam sua data de abertura.

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O grande mistério é: chegará a abrir em algum momento?

O edifício ocupa uma parte importante da cidade de Pionyang e se encontra perto de uma estação de metrô. Centenas de pessoas passam ao lado todos os dias, mas o hotel segue desocupado como sempre.

Entretanto, segundo a revista “The Independent”, faz algumas semanas que se viu alguns andares do hotel com as luzes acesas. Os rumores diziam que a data do fato coincidia com a visita de investidores egípcios, e o mais provável era que o hotel finalmente abrisse suas portas e terminassem os pequenos detalhes de construção que ainda estavam pendentes.

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Simon Cockerell, gerente geral da Koryo Tours, um dos poucos estrangeiros que viram o hotel por dentro com seus próprios olhos, assegurou a The Independent que na Coréia do Norte existe uma visão própria de como querem que seja o hotel e que ainda não chegaram lá:

“Quando visitei o lugar pela primeira vez, tivemos uma reunião com o diretor do projeto. Ele nos mostrou um vídeo de como se supõe que ele tem que ser. Não nos deu uma cópia e muito menos nos deixou filmar. Mostrava o hotel da forma que eles o imaginavam no futuro e nos disse que tinham mudado certas coisas dos planos originais. Nada mais além de elevadores na área externa, e que ao invés de cinco restaurantes seriam apenas três, e disse que não tinham dinheiro para terminá-lo. É simplesmente uma questão financeira”.

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Segundo ele, o edifício segue sendo um projeto em construção e não se sabe quando finalmente abrirá suas portas ao público. A imprensa segue chamando-o por “o hotel da fatalidade” como uma forma de protesto pela inabilidade de ser completado e parece que isso ainda continuará por muito tempo. Por hora, seguirá sendo um mistério e teremos que seguir perguntando o quão magnífico é por dentro… (na verdade, talvez, não seja nada tão maravilhoso).

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