E se a explosão de Tunguska acontecesse hoje?

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Desastres naturais existem por toda parte: todos os anos, um bocado de lugares no mundo sofrem com tsunamis, furacões, tempestades avassaladoras, deslizamento de terras, tremores e entre outros. Porém, algo que não ouvimos falar muito sobre são os impactos de asteroides e meteoros.

É claro que esse tipo de desastre é bem menos comum em comparação aos outros, porém também acontecem com uma certa frequência. No entanto, a maioria dos objetos que atingem a Terra não são de grande proporção e acabam se desintegrando na atmosfera ou mesmo caindo no mar, provocando eventos de pequena relevância, que passam por despercebido.

No ano de 2013 aconteceu um evento pra lá de bizarro na Rússia: um meteoro de aproximadamente 20 metros e cerca de 13 mil toneladas atingiu a cidade de Cheliabinsk, provocando uma explosão de aproximadamente 13 vezes a bomba de Hiroshima.

Milhares de edifícios de, pelo menos, seis regiões próximas foram abalados, tendo seus vidros das janelas quebrados por conta do evento. Milhares de pessoas foram feridas ao ponto de precisarem de atendimento médico, mas, felizmente, ninguém faleceu.

O meteoro de Cheliabinsk era bem grande, porém houve um que era bem maior que causou muito mais destruição – e também caiu na Rússia: o meteoro de Tunguska.

Então, nos perguntamos: e se esse evento se repetisse, nos dias atuais? Quais seriam as consequências?

Evento de Tunguska ficou conhecido no mundo todo como uma explosão mega catastrófica: em 30 de junho de 1908 um objeto celeste caiu em uma região da Sibéria, no Império Russo, próxima ao rio Podkamennaya Tunguska e no meio das florestas siberianas.

O meteoro viajava por cerca de 27 km por segundo e em uma distância entre 5 a 10 km da superfície, simplesmente explodiu, devastando uma área de milhares de quilômetros quadrados. Nessa hora, houve um clarão enorme no céu, como se fosse um segundo Sol. A explosão foi registrada em em estações sísmicas na Eurásia e estima-se que, em alguns lugares, a onda de choque resultante foi equivalente a um terremoto de magnitude 5,0 na escala Richter.

A energia liberada na explosão está entre 5 megatons e 30 megatons de TNT, sendo as faixas de 10–15 megatons sendo as mais prováveis. Para se ter ideia, isso é aproximadamente mil vezes a bomba lançada em Hiroshima, lançada na Segunda Guerra Mundial! A explosão devastou uma área de floresta, matando cerca de 80 milhões de árvores – uma área aproximada do tamanho do país Luxemburgo – e seus efeitos foram sentidos em vários quilômetros de distância: vidros foram quebrados de edifícios em Londres e tremores foram sentidos em Washington D.C., nos Estados Unidos.

Como a região onde ocorreu a explosão de Tunguska era afastada, milhares de animais morreram, porém estima-se que nenhum ser humano tenha morrido neste evento.

Agora, se um meteoro desta proporção atingisse cidades como Nova York, Londres ou até mesmo São Paulo, podemos ter ideia do quão diferente e catastrófico seria o rumo das coisas.

Caso um meteoro dessa proporção atingisse uma cidade povoada, possivelmente causaria o fim de uma civilização inteira. E, por pior que pareça, isso pode acontecer um dia, já que Tunguska veio para nos lembrar de que meteoros podem, simplesmente, cair em qualquer lugar.

Se o evento de Tunguska acontecesse na mesma localização que ocorreu antes, possivelmente os efeitos seriam os mesmos, já que este local ainda é inabitado e completamente isolado. Agora, se caísse em um local como Nova York, por exemplo, poderíamos ter uma dimensão do estrago.

Em comparação com a Bomba de Hiroshima, que detonou cerca de 500 metros além da superfície e destruiu cerca de 63% dos edifícios, o evento de Tunguska teria um potencial destrutivo de pelo menos, 300 vezes mais.

Um clarão, similar ao de Tunguska, romperia pelos céus de Nova York e uma bola de fogo simplesmente explodiria. As pessoas que avistassem esse fenômeno, prontamente poderiam pensar que se tratava de um segundo sol e, se olhado por tempo o suficiente, seria capaz de cegar alguém por completo.

Um silêncio avassalador romperia e, em seguida, um estrondo mortal e o caos se instauraria: a gigante bola de fogo incineraria basicamente tudo. Se o epicentro fosse o Central Park, toda Manhattan seria prontamente incinerada e todas as pessoas, morreriam.

Depois disso uma temível onda de choque, capaz de fazer com que incêndios se iniciassem em áreas de até 60km de distância, provocando também o colapso de edifícios nesse perímetro, provocando mais e mais mortes.

Se alguma pessoa conseguisse sobreviver, certamente seria com sequelas: além da possível cegueira ou surdez por conta do estrondo, sérios danos ao corpo poderiam comprometer para sempre os movimentos.

Locais com cerca de 1600 km distância do epicentro sofreriam com impactos de menor escala, resultando em danos estruturais – o que, claramente, compromete a vida de mais e mais pessoas.

Enfim, podemos ter ideia de que seria algo simplesmente apocalíptico e muito diferente da versão de 1908, que ocorreu em um local inabitado.

Mas… caso o meteoro de Tunguska se atrasasse ou se adiantasse alguns minutos, toda a história teria sido bem diferente… aliás, poderíamos nem estar aqui para poder contá-la, não é mesmo?

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