Robert Maudsley: a real identidade do serial killer Hannibal Lecter

Você provavelmente já deve ter visto fotos ou ouvido falar de Hannibal Lecter, o assassino psicopata de “O Silêncio dos Inocentes”, não é? Mesmo nos dias de hoje, este clássico dos anos 90 é um dos mais famosos filmes do gênero de terror, enraizando Hannibal Lecter como um ícone e uma lenda americana.

Mas você sabia que Hannibal Lecter foi baseado em um serial killer da vida real chamado Robert Maudsley? Os paralelos entre Robert e Hannibal são impressionantes, chegando até aos relatos de canibalismo, como rumores de Maudsley ter comido o cérebro de uma de suas vítimas. Confira a seguir a história de Robert Maudsley, a real identidade do serial killer Hannibal Lecter:

1 – Abuso físico e sexual

A história trágica de Robert Maudsley, que nasceu em Liverpool em 1953, se inicia como muitas histórias de violência – com o abuso físico e sexual de uma criança. Na idade de dois anos, Robert era o mais novo de quatro irmãos que foram tirados do cuidado de seus pais e colocados em um orfanato, onde tantas crianças pequenas descobrem o lado mais sombrio da humanidade.

Mas Robert e a permanência de seus irmãos em Nazareth House seriam lembrados calorosamente e com carinho, porém somente quando voltou para casa para morar com seus pais aos oito anos de idade é que sua vida mudou para sempre. Foi a partir daí que as crianças Maudsley começaram a vivenciar abusos, tanto físicos como sexuais, pelas mãos do pai. Robert era um alvo particular e, afetado pela violência física e a miséria que todos tinham que suportar, fugiu aos 16 anos para buscar uma vida melhor em Londres.

2 – Prostituição

A partir daí, o ruim se transformou em pior quando o adolescente Robert rapidamente começou a dormir nas ruas de Londres, ocasionalmente com homens estranhos e viciado em drogas. Precisando sobreviver e manter seu vício com drogas, Maudsley voltou-se para a prostituição. Durante essa época, ele foi hospitalizado várias vezes por tentativas de suicídio e foi atendido por psiquiatras. Foi a partir daí que Maudsley afirmou ter ouvido vozes que lhe disseram para matar seus pais e que começou a falar sobre o abuso e violação física que sofreu na infância.

3 – O assassino de pedófilos

Depois de ter sido espancado, estuprado e se prostituído por homens mais velhos, Maudsley havia se encontrado aos 21 anos com um homem chamado John Farrell, que tinha interesses sexuais. Durante a negociação, Farrell mostrou fotos suas cometendo abusos físicos e sexuais com crianças pequenas. Maudsley se enfureceu, estrangulando Farrell até a morte em um instante.

Mafudsley foi declarado inapto para ser julgado devido a uma psicose presumida no momento do assassinato. Ele foi enviado ao Hospital Broadmoor para mentes criminosas. Lá, em 1977, Maudsley atacou novamente, desta vez sequestrando e torturando o seu colega David Francis por nove horas antes de finalmente matar o homem, esmagando sua cabeça contra a parede.

A partir desse ponto, os relatos variam. Alguns dizem que a cabeça esmagada de Francis deixou parte de seu cérebro visível e que Maudsley pegou uma colher e comeu parte do cérebro enquanto os guardas da prisão observavam. Nesta versão, os guardas estavam negociando a vida dos reféns e não conseguiram parar o assassinato e o canibalismo.

Outros relatórios dizem que os guardas finalmente entraram na cela e encontraram uma colher no cérebro da vítima. Supôs-se que Maudsley comeu as partes faltantes do cérebro. De qualquer forma, esse suposto canibalismo fez com que alguns dos meios de comunicação apelidassem Maudsley como “Hannibal, o Canibal”.

A vítima, David Francis, era um criminoso e pedófilo condenado. Em uma sequência de eventos, Maudsley foi considerado competente para ser julgado pelo assassinato de Francis. Maudsley foi condenado por homicídio culposo e transferido para a prisão de Wakefield, uma prisão de alta segurança.

Em 1978, Maudsley matou novamente. Desta vez, ele assassinou dois homens no mesmo dia. A primeira vítima, Salney Darwood, era um delinquente sexual condenado que tinha sido preso por assassinar sua esposa. Maudsley esfaqueou Salney até a morte com um objeto pontudo feito através de uma colher de sopa.

Maudsley então encontrou sua segunda vítima do dia – um assassino condenado chamado Bill Roberts. Maudsley esfaqueou Roberts, eventualmente esmagando sua cabeça na parede e matando-o.

4 – ‘Blue’, ‘Colheres’, e ‘Hannibal, o Canibal’

Ele recebeu o nome de “Blue”, “Comedor de Cérebros”, “Colheres” e muitos outros apelidos. Mas a história de Robert Maudsley decolou quando a mídia o apelidou de “Hannibal, o Cannibal”.

Inicialmente, ele era chamado de “Blue” pois rosto de sua primeira vítima, John Farrell, supostamente ficou azul quando Maudsley o estrangulou até a morte. Seus outros apelidos – Comedor de Cérebros, Colheres e Hannibal, o Canibal – são referências óbvias de seus eventos de assassinato.

5 – O preso mais perigoso da Grã-Bretanha

Maudsley também ganhou o título de “o prisioneiro mais perigoso da Grã-Bretanha”. Como ele era uma séria ameaça para os outros, ordenou-se que ele não visse outros prisioneiros e que ficasse alojado permanentemente na solitária. Maudsley ficou 12 anos sem um corte de cabelo porque nenhum barbeiro da prisão ousava tocá-lo. Ele é acompanhado por seis guardas toda vez que sai de sua cela de isolamento durante sua 1 hora diária de exercícios e sim: ele está vivo até hoje.

[Listverse]

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