Risco de ser atacado por um tubarão caiu em relação à 1950

Pode até parecer um tanto paradoxal, mas enquanto o número de pessoas mordidas por tubarões creceu, o risco de uma pessoa se envolver em um ataque de tubarões diminuiu significativamente em relação a 1950. Esses dados foram alcançados por um novo estudo, que indica que o risco de uma pessoa se envolver em um ataque desse tipo caiu em 91% em relação ao ano já citado.

Para chegar a tal conclusão, cientistas da Universidade de Stanford observaram tanto a utilização de oceanos por humanos (para nado ou outras atividades recreativas) como as estatísticas de ataques de tubarões na costa da Califórnia entre 1950 e 2013. Ainda que seja difícil analisar a quantidade de tempo gasta por um indivíduo na água, eles descobriram que as chances de sofrer uma mordida são minúsculas de forma geral, mas o risco depende daquilo que você está fazendo.

Mergulhadores, por exemplo, têm 1/136 milhões de chance de sofrer um ataque de tubarão. Os surfistas, têm mais risco, mas ainda assim, apenas uma chance em 17 milhões. O foco do estudo foi a Califórnia, mas os pesquisadores afirmam que ele pode ser estendido tranquilamente para outras partes do mundo.

O portal ‘IFLScience’ traz dados da ISAF (Arquivo Internacional de Ataques de Tubarões), compilados pelo Museu de História Natural da Flórida, que mostram que a probabilidade de um ataque de tubarão acontecer na costa dos Estados Unidos no ano 2000 foi de apenas 1/11,5 milhões. Entretanto, o risco de afogamento, por exemplo, era de 1/3,5 milhões.

No entanto, mesmo com a diminuição na probabilidade de um ataque, isso não quer dizer que os ataques diminuíram. Pelo contrário, eles aumentaram. Isso porque a população está em constante crescimento, bem como a utilização dos oceanos para a recreação. Em relação aos anos 50, por exemplo, o número de pessoas vivendo ao longo da costa californiana triplicou.

Já para explicar a queda na possibilidade de ataques, o estudo de Stanford sugere que as populações de tubarões – principalmente os brancos -, estão diminuindo, ao contrário da população de focas, que acabam distraindo os tubarões e mantendo-os longe de seres humanos.

Os resultados do estudo serão publicados na ‘Frontiers in Ecology and the Environment. [IFLScience]

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