Psicólogos explicam porque é tão difícil se esquecer ou desapegar do passado

A frase “isso aconteceu há tanto tempo, mas não consigo tirar da minha cabeça” – é familiar para você? Os psicólogos estão certos de que pode haver vários motivos e nenhum deles está relacionado diretamente a sentimentos. Até mesmo o desejo de ir às páginas nas redes sociais para “stalkear” alguém tem sua própria explicação.

Para isso, psicólogos explicam porque é tão difícil se esquecer ou desapegar do passado – vale a pena conferir:

5 – Expectativas frustradas

Quando um casal estava construindo planos conjuntos, já imaginando um futuro feliz – que nunca se concretizava – termina o relacionamento, mas as lembranças desses bons momentos e dos planos permanecem.

O psicoterapeuta Fritz Perls chamou isso de “necessidade não-reagida” e a considerou causa de neuroses e bloqueios psicológicos. Para resolver o problema, é preciso perceber a necessidade de alguém, formulá-la claramente e deixá-la ir paulatinamente, e em seu lugar criar desejos novos e realistas. Para não se ferir com isso é necessário entender que nem todas as nossas promessas devem ser cumpridas, e da próxima vez é importante diminuir as expectativas, pois pode ser exigido algo que o próximo não poderá te dar.

4 – Dependência emocional

Muitas vezes, o amor é confundido com dependência emocional. Assim sendo, o dependente está pronto para fazer quaisquer sacrifícios para manter suas relações.

O psiquiatra italiano Roberto Assagioli viu a causa da dependência emocional em relacionamentos não saudáveis ​​com pais que são inconscientemente transferidos para um parceiro. Se na infância uma pessoa teve relações traumáticas com os pais, então na idade adulta ela pode trazer à vida várias dificuldades. Assagioli acredita que a realização dos desejos das crianças e sua revisão gradual ajudariam a libertar-se da dependência afetiva.

3 – Falta de hierarquia de prioridades

Algumas pessoas colocam as relações acima de tudo, fazem delas o sentido de suas vidas. Neste caso, a separação pode se tornar um colapso do mundo inteiro e as tentativas de reunificação parecerão ser a única chance de salvação.

Os psicólogos são aconselhados a aprender como priorizar corretamente suas relações, alterar as prioridades com flexibilidade durante a vida, dependendo das circunstâncias, e nunca chegar aos extremos: o parceiro não deve estar em primeiro lugar – em uma união harmoniosa, as pessoas são iguais e têm seus objetivos.

2 – Zona de conforto

As relações, especialmente quando são de longo prazo, criam uma certa zona de conforto, que é muito difícil de deixar: uma vida estável, compras conjuntas, amigos e interesses comuns. Depois da partida, ocorre a devolução da estabilidade, o ritmo habitual, porque construir uma nova rotina pode ser bem difícil.

Mas, por outro lado, os psicólogos têm certeza de que o desenvolvimento só é possível fora da zona de conforto. Talvez o relacionamento passado tenha impedido você e agora é hora de parar de lembrar sobre o que ocorreu e descobrir algo fundamentalmente novo, não é mesmo?

1 – Senso de propriedade

Os psicólogos acreditam que a natureza do ciúme vem do desejo primitivo de competir, de ser “alfa”. Mesmo depois de se separar de um parceiro, alguns continuam a ter ciúmes do mesmo e não lhe dá liberdade. Nesse caso, é importante reconsiderar opiniões sobre a construção de relacionamentos.

Erich Fromm em seu livro “Ser ou Ter” escreveu que as pessoas são conduzidas por uma dessas duas instalações. O estabelecimento do “ter” baseia-se no egoísmo, no consumismo e na dominação. E para criar um relacionamento harmonioso, antes de tudo você quer “ser”: um cônjuge, uma pessoa amorosa. Dar, não receber.

E você se identifica com essas situações?

[ADME]

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