Próxima terça-feira será marcada por eclipse total do Sol que será observado no Chile e Argentina

Os argentinos e chilenos que se interessam pela astronomia e por ciência terão um prato cheio na próxima terça-feira. No dia 2 de julho de 2019, aguarda-se a ocorrência do Grande Eclipse Sul-Americano, o único eclipse total do Sol que deverá acontecer neste ano. O evento, infelizmente, não será visível de forma total no Brasil, já que nosso país está fora do alcance da sombra provocada pelo eclipse. No entanto, alguns estados mais próximos do Chile e da Argentina podem ter condições, a depender do clima, de observar parcialmente o evento.

O Grande Eclipse Sul-Americano é aguardado com muita expectativa pelos chilenos, principalmente pelos cientistas do país, que vão aproveitar a oportunidade para fazer observações com um dos maiores centros de telescópios do mundo: o Observatório La Silla, que fica próximo da cidade de La Serena, no Chile. Por lá, o Sol deve ser completamente coberto, e o dia virar noite, a partir das 16h23 (horário de Brasília), e a fase completa do eclipse deve ocorrer às 17h39 (de Brasília). A escuridão provocada pelo eclipse, de acordo com os cientistas, deve durar um pouco menos de 2 minutos neste caso.

Shutterstock

O fato do eclipse ocorrer tão próximo assim do Observatório La Silla é muito comemorado pela comunidade científica, visto que a proximidade entre um evento desta magnitude a um centro tão grande de observação não é assim tão comum. Conforme lembra o G1, apenas em 1961 o L’Observatoire de Haute-Provence, na França, e em 1991 o Maune Kea, no Havaí, tiveram essa oportunidade. Agora, é a vez do Chile, que é tido no mundo inteiro como um dos países de maior referência na astronomia, principalmente por conta das características do céu chileno, que é um dos mais limpos do mundo, e proporciona algo em torno de 280 a 300 noites de céu claro, sem nuvens, por ano. A tendência é que o Observatório La Silla abra suas portas para mais de mil visitantes ansiosos pelo eclipse.

Há mais de 500 anos, quando o Império Inca ainda vivia na região que hoje chamamos de Chile, o Grande Eclipse Sul-Americano já chamava atenção dos indígenas. Grandes cultuadores do Sol, o evento era interpretado pelo povo da época como uma demonstração de tristeza e indignação de Inti (como era conhecido o Deus do Sol).

Hoje em dia, o fascínio e a admiração dos eclipses já não carrega o temor por catástrofes e calamidades, mas continua inspirando e chamando a atenção de pessoas de toda a América Latina, que certamente voltarão seus olhares (pessoalmente ou pela Internet) para o evento da próxima terça-feira.

você pode gostar também

Deixe uma resposta

Seu endereço de email não será publicado.