Por que você nunca deve tocar uma baleia morta

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Gigantes e majestosas, as baleias reinam quando se fala em tamanho. A azul, por exemplo, não é apenas o maior animal dos oceanos, mas sim do mundo. E não apenas da atualidade. Esse gigante dos mares pode ser o maior animal que alguma vez já existiu, maior até mesmo do que dinossauros colossais que já vagaram pela Terra. A baleia azul pode ter até 30 metros de comprimento, quase 3 vezes o tamanho de um ônibus comum, e pesar até 200 toneladas.

Apenas a língua da baleia azul pode pesar tanto quanto um elefante, e seu coração pode atingir os 180 quilos, sendo tão grande quando um carro popular.

Elas são mesmo uma das criaturas mais fascinantes, mas assim como todas as outras formas de vida, elas vão eventualmente morrer.

Quando isso acontece, geralmente uma carcaça hiper pesada afunda até o assoalho oceânico, virando uma longa fonte de comida para tubarões e outros peixes por muito tempo.

Mas esse nem sempre é o caso. Há situações em que a morte da baleia percorre um caminho oposto, e em vez de afundar, o corpo flutua até a superfície e fica sujeito às correntes marítimas, muitas vezes acabando em praias.

Algumas espécies são potencialmente perigosas, pois elas tem uma tendência em explodir! Sim, é por isso que é não é uma boa ideia mexer com a carcaça de uma baleia, especialmente se ela for muito grande.

Para entender melhor, vamos comparar com os seres humanos em si: alguns caixões são selados para impedir a ação de vermes e larvas na decomposição do corpo. Mas isso tem um preço: o caixão pode explodir.

E a razão é a mesma pela qual as baleias explodem: gases acumulados. Em um caixão normal, não selado, os gases do corpo vão pouco a pouco escapando para o ar. Mas algumas espécies são como os caixões selados. Elas tem camadas muito espessas que impedem a saída dos gases após a morte, e eles vão se acumulando até atingirem uma pressão enorme. Quando isso acontece, as entranhas do animal podem voar por até 10 metros.

A situação fica ainda mais crítica em dias quentes, quando o calor faz os gases se expandirem dentro do animal.

Para evitar que uma baleia morta em uma praia se transforme em uma bomba relógio, os biólogos costumam fazer pequenos furinhos na carcaça, para que os gases sejam liberados. Nem sempre dá certo, mas é melhor do que nada.

O que nunca se deve fazer é usar dinamites para explodir uma baleia. Sim, essa foi uma ideia terrível que moradores da cidade Florence, nos Estados Unidos, tiveram no final de 1970.

A ideia do uso dos explosivos era dividir uma carcaça na praia em pedaços bem pequenos para que outros animais pudessem comê-los rapidamente. Mas como você pode imaginar, a ação foi desastrosa. Partes da carcaça fétida voaram para todos os lados, destruindo carros e acertando pessoas, que tiveram um dos piores dias de suas vidas.

Portanto, se ver uma baleia morta na praia, o melhor mesmo é manter distância!

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