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Por que esses 10 dias nunca existiram na história da humanidade?

Por que esses 10 dias nunca existiram na história da humanidade?

O calendário romano era baseado na translação da Terra em torno do Sol, e tinha 12 meses. No entanto, era um calendário lunar também, pois os romanos inicialmente usavam o ciclo da lua para nomear seus meses.

Os meses de março, maio, julho e outubro têm nomes que se originam das palavras latinas para três, cinco, sete e oito, que são os meses em que a lua cheia ocorria no calendário romano antigo. O mês de abril tem o nome derivado de “Aperire”, que significa “abrir”, uma referência à florada da primavera.

O calendário romano também tinha um ano bissexto, que era inserido a cada quatro anos para ajustar o calendário à translação da Terra em torno do Sol. O ano bissexto era adicionado pelo cônsul romano, que determinava a adição de um dia extra ao mês de fevereiro. O dia bissexto era chamado de “dies comitialis”, ou “dia de eleição”.

O calendário romano foi usado por muitos séculos, mas ainda tinha um atraso em relação à translação da Terra em torno do Sol de cerca de 11 minutos por ano. Isso acabou levando ao fato de que, ao longo do tempo, os dias do ano romano ficaram cada vez mais desalinhados com os ciclos sazonais.

Para corrigir esse problema, o Papa Gregório XIII ordenou a reforma do calendário romano em 1582. Ele criou o calendário gregoriano, que ainda é usado até hoje em grande parte do mundo. O calendário gregoriano é basicamente o mesmo que o calendário romano, mas com algumas pequenas mudanças.

Uma dessas mudanças foi a supressão dos dias 5 a 14 de outubro de 1582, para corrigir o atraso acumulado do calendário romano em relação à translação da Terra em torno do Sol.

Isso significa que, quando as pessoas foram dormir na noite de 4 de outubro de 1582, elas acordaram no dia 15 de outubro de 1582.

Outra mudança no calendário gregoriano foi a introdução do ano bissexto com uma regra um pouco diferente. No calendário gregoriano, um ano é bissexto se for divisível por 4, exceto se for divisível por 100 e não for divisível por 400. Isso significa que, por exemplo, o ano 2000 foi bissexto, mas 1900 não foi. Essa regra foi adotada para evitar o acúmulo de atraso em relação à translação da Terra em torno do Sol, mantendo o calendário gregoriano mais preciso.

O calendário gregoriano foi adotado pela maior parte das nações europeias logo após a sua criação, mas alguns países demoraram mais para adotá-lo. A Rússia, por exemplo, só adotou o calendário gregoriano em 1918, e a Grécia só o adotou em 1923. Alguns países, como o Egito e a Turquia, ainda usam o calendário juliano, que é basicamente o mesmo que o calendário gregoriano, mas sem a reforma de 1582.

No final, o calendário gregoriano é um dos muitos calendários que foram criados ao longo da história humana para medir o tempo. Ele se baseia na translação da Terra em torno do Sol, e foi criado para corrigir o atraso acumulado do calendário romano em relação a esse ciclo. Ele é usado por quase todas as nações do mundo hoje em dia, e é a principal forma de medir o tempo na maior parte do mundo.

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