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Por que as plantas em Chernobyl não morreram?

A vida em Chernobyl nunca mais foi a mesma desde que uma explosão de grandes proporções em um reator nuclear provocou a morte direta de 31 pessoas, matou mais 15 depois de alguns dias e provocou mais de 6 mil casos de câncer. Em 1986, logo após o acidente, toda a população local foi retirada da cidade, e o local acabou se tornando totalmente fantasmagórico.

No entanto, Chernobyl não está completamente abandonada hoje em dia. Ursos, cães, raposas, aves e outros animais vivem por lá atualmente, aventurando-se nas florestas e selvas praticamente livres da interferência humana. Um verdadeiro “oásis” dentro do nosso planeta para essas espécies. Além disso, a vegetação cada vez mais toma conta da cidade, como se, para ela, em nada interferisse a explosão nuclear de 30 anos atrás.

De fato, a vida teria sido muito difícil para seres humanos e outros animais se eles tivessem ficado por lá logo após o acidente. Provavelmente, várias gerações teriam sido afetadas diretamente pela radiação – o que não aconteceu com as plantas.

Para os seres humanos, assim como para os outros animais, a radiação afeta diretamente a estrutura de nossas células, provocando a elas uma série de danos e mutações. É desta forma, por exemplo, que as células podem se tornar cancerígenas, crescendo de forma descontrolada e se espalhando para outras partes do corpo. Como nosso sistema genético é extremamente inflexível, e não costuma lidar bem com qualquer mudança em sua composição, estes problemas normalmente são fatais, e é muito difícil remediá-los.

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Nas plantas, as coisas não são bem assim.

Os vegetais possuem um sistema genético muito mais variável e flexível ao ambiente externo. Ao contrário do que acontece com os animais, eles conseguem se adaptar melhor às situações adversas. Quando afetadas pela radiação, as células vegetais podem reconstruir suas composições genéticas, de forma a resistir aos danos causados. É por isso, também, que muitos jardineiros conseguem criar novas plantas a partir de pequenas partes de outros vegetais.

Mesmo assim, nada impede que a radiação provoque tumores e mutações genéticas nas plantas, mas a grande questão é que, graças à “barreira” resistente que há entre suas células, é muito mais improvável que essas mutações possam passar de uma parte do vegetal para outra.

De forma resumida, a vegetação de Chernobyl sobrevive até hoje (depois de ter passado por um período de declínio) porque conseguiu se readaptar, reconstruindo sua composição genética e seu DNA, de forma a suportar às agressões provocadas pela radiação liberada há 30 anos.

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