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Por que 94 pessoas que estudaram na mesma escola desenvolveram um raro tumor cerebral?

94 ex-alunos e funcionários da escola receberam o diagnóstico de glioblastoma, um tumor raro no cérebro que afeta 3 pessoas a cada 100 mil.

Notícias recentes de Nova Jersey, nos Estados Unidos, dão conta de uma situação médica no mínimo curiosa, que vem chamando atenção do mundo inteiro. De acordo com o que está sendo veiculado na imprensa local, 94 pessoas que estudaram na mesma escola no passado acabaram desenvolvendo um raro tumor cerebral.

A situação começou a ser verificada no final dos anos 90, quando o cientista ambiental Al Lupiano, de 27 anos, foi diagnosticado com um tumor no cérebro.

Até então, tratava-se de apenas um caso raro, porém sem nenhuma preocupação extraordinária por parte dos médicos. O problema, no entanto, ganhou outra proporção quando a esposa e a irmã de Lupiano, que estudaram na mesma escola que ele, desenvolveram também o mesmo tumor.

Christaras A via Wikimedia Commons

A irmã do cientista veio a falecer em fevereiro de 2022, aos 44 anos de idade. Motivado pela sua perda, Al Lupiano começou a estudar a fundo o que poderia explicar esta condição. Foi aí que ele criou um grupo no Facebook para tentar encontrar outros alunos da mesma escola que tivessem desenvolvido esta doença.

“Comecei a fazer algumas pesquisas, e os três se tornaram cinco, os cinco se tornaram sete, e os sete se tornaram 15”, disse Lupiano ao ‘New York Post’. Eventualmente, estas 15 pessoas acabaram se transformando em 94 ex-alunos e funcionários da escola que receberam o mesmo diagnóstico de tumor no cérebro.

E só para se ter uma ideia, o tumor em questão, chamado de glioblastoma, afeta cerca de 3,21 indivíduos a cada 100 mil pessoas, conforme registros da Associação Americana de Cirurgiões Neurológicos.

A doença não afeta apenas o cérebro, podendo atingir também a medula espinhal. Infelizmente, ele evolui para quadros potencialmente fatais em muitos casos.

Até o presente momento, ninguém sabe ao certo o que explica este fenômeno extremamente raro e curioso, mas os cientistas desconfiam que ele tenha algo a ver com a radiação ionizante.

“Não é água contaminada. Não é ar, e também não é nada no solo”, disse Lupiano, com base nos testes e estudos que ele já fez. Vários órgãos ambientais estão estudando e tentando entender o que causou o fenômeno, mas tudo ainda é um grande mistério.

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