Poderia o megalodon ainda existir em algum lugar da Terra?

Nada como uma criatura misteriosa e gigante rondando os cantos mais escuros da Terra para provocar a imaginação das pessoas. É justamente por isso que o megalodon recebe tanta atenção há tanto tempo.

O ‘hype’ é tão grande sobre essa criatura que ela até mesmo faz parte do filme ‘The Meg’, ou “Megatubarão” (em português), onde um grupo de pesquisadores sem querer acaba acordando a fera. Mas será que um animal deste porte poderia existir hoje em dia?

Warpaint/Shutterstock

O megalodon (Otodus megalodon) foi uma criatura que viveu nos mares da Terra há aproximadamente 16 a 1,6 milhões de anos. Trata-se do maior tubarão já estudado até hoje, e tinha uma mordida supostamente mais potente que a de um T. rex. Acredita-se que ela poderia ter 18 metros de comprimento, com dentes assustadores de até 18cm. Algumas estimativas, no entanto, dizem que essas criaturas podiam ser ainda maiores – chegando a incríveis 25 metros (quatro vezes o tamanho dos tubarões brancos modernos).

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O estudo acerca desses animais foi possibilitado a partir da descoberta dos dentes do megalodon. Ao que tudo indica, esses animais caçavam baleias e, como não tinham nenhum predador nos mares, eram os verdadeiros reis dos mares. Sua extinção provavelmente se deu pela diminuição do suprimento de alimentos, ou pela falta de presas. Isso não impediu que muitas pessoas imaginassem se ele ainda poderia existir nos pontos mais profundos dos oceanos da Terra.

A verdade é que nunca foram encontrados fósseis do megalodon com menos de 2 milhões de anos de idade. E com esses tubarões perdiam seus dentes constantemente, se eles ainda existissem, nós quase certamente já teríamos encontrado alguns dentes mais novos.

As pessoas às vezes apontam para a redescoberta do celacanto como uma razão pela qual Megalodon ainda poderia existir. O celacanto era um peixe que se acreditava ter sido extinto há cerca de 65 milhões de anos, mas foi encontrado em 1938 e depois em 1952. No entanto, esses pequenos peixes vivem a grandes profundidades e evitam muito mais facilmente a percepção do que um megalodon.

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Um estudo em 2014 da Universidade de Zurique calculou a probabilidade de que o animal ainda existisse, e sugeriu que havia apenas 1% de chance de que isso fosse verdade.

Ao que tudo indica, não existem evidências plausíveis que levem a acreditar que esses animais ainda podem estar por aí, vagando os mares da Terra.

via IFLScience.

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