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Pesquisadores criam o 1º organismo com DNA totalmente programado em laboratório

Escherichia coli. Shutterstock

Uma publicação recente da revista científica Nature dá conta da criação, em laboratório, do primeiro ser vivo gerado a partir da manipulação completa do DNA. Evidentemente, não estamos falando de um ser humano, ou de qualquer outro animal de grande porte, e sim de uma bactéria, a Escherichia coli, encontrada normalmente em nossos intestinos e no chão.

Para criar o micróbio, os cientistas não utilizaram uma bactéria já existente para a manipulação do DNA. Em vez disso, criaram um genoma totalmente do zero, apenas tendo como modelo o DNA destes microorganismos. O grande destaque deste estudo, no entanto, é o fato de que os pesquisadores realizaram alterações na composição original do genoma do Escherichia coli, utilizando uma configuração um pouco menor.

Escherichia coli
Escherichia coli. Shutterstock

Esta mudança, no entanto, não ocasionou nenhum tipo de alteração no comportamento do ser vivo. Esta constatação, de que podemos recriar seres vivos mesmo com alterações consideráveis em sua formatação original, pode ser importante para o futuro da manipulação do DNA com o intuito de criar medicamentos e “adicionar recursos” ao genoma – como a resistência a vírus, por exemplo.

De maneira simplificada e resumida, a maioria dos seres vivos conhecidos possui 64 códons (sequências de três letras do DNA, como CTA, CTC, TCG e TCA, por exemplo). A equipe por trás deste último estudo, no entanto, conseguiu redesenhar a composição do DNA da E. coli até chegar a apenas 61 códons, retirando códons repetitivos e redundantes.

Além da contribuição para pesquisas futuras que possam ser realizadas com base nas descobertas constatadas neste estudo, há também um benefício imediato por trás destes resultados. O E. coli é utilizado, por exemplo, para promover a produção de insulina, utilizada no tratamento de indivíduos com diabetes, além de ter aplicações na produção de medicamentos para muitas outras enfermidades – como problemas cardíacos, câncer e esclerose múltipla. O grande problema é que, quando infectadas por um vírus, as culturas desta bactéria ficam totalmente comprometidas, e precisam ser descartadas.

Aprendendo a modificar e reprogramar geneticamente estas bactérias, os pesquisadores podem chegar ao ponto de “adicionar” em seu genoma a resistência contra vírus, facilitando os processos acima mencionados.

Evidentemente, novas pesquisas são esperadas em um futuro próximo para aprimorar a literatura científica acerca deste tema. Porém, de antemão, os resultados já são empolgantes!

Você pode conferir a publicação da Nature clicando aqui.

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