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Pesquisadores chineses colocam genes do cérebro humano em macacos

Alexas_Fotos / Pixabay

Pela primeira vez, cientistas usaram técnicas de edição de genes para tornar cérebros de macacos mais parecidos com os de humanos.

Os macacos, macacos rhesus, ficaram mais espertos – eles tiveram memórias melhores que as dos macacos inalterados, de acordo com pesquisas recém-publicadas que deram início a um debate inflamado entre especialistas em ética sobre até onde os cientistas deveriam ser capazes de fazer experimentos genéticos.

Imagem de Alexas_Fotos por Pixabay

A equipe de cientistas chineses editou a versão humana de um gene chamado MCPH1 nos macacos. O novo gene fez o cérebro dos animais se desenvolver ao longo de uma linha do tempo mais humana. Os macacos hackeados por genes tiveram melhores tempos de reação e melhoraram as memórias de curto prazo em comparação com seus pares inalterados, de acordo com o China Daily.

Embora o tamanho da amostra fosse muito pequena, os cientistas descreveram animadamente o estudo como “a primeira tentativa de interrogar experimentalmente a base genética da origem do cérebro humano usando um modelo de macaco transgênico”. Em outras palavras, parte do objetivo do estudo era responder uma questão sobre a evolução: como é que nós humanos desenvolvemos a nossa marca única de inteligência, que nos permitiu inovar de maneiras que outros primatas não conseguem?

Mas nem todos concordam.

macacos
Imagem de Michael Schwarzenberger por Pixabay

“O uso de macacos para estudar genes humanos ligados à evolução do cérebro é um caminho muito arriscado”, disse James Sikela, geneticista da Universidade do Colorado, ao MIT Technology Review.

Identificar o papel do gene na inteligência pode ajudar os cientistas a entender como os seres humanos evoluíram para serem tão inteligentes, relata o MIT Tech.

Os cientistas também estão de olho em outro gene humano, o FOXP2, que acredita ter nos agraciado com nossas habilidades de linguagem. Ponderando a possibilidade de adicionar esse gene aos macacos, Bing Su, geneticista do Instituto de Zoologia de Kunming, disse: “Eu não acho que o macaco vai de repente começar a falar, mas terá alguma mudança de comportamento”.

Os cientistas não estariam infringindo nenhuma lei. Nos EUA, por exemplo, cientistas já criaram híbridos de humanos e animais em uma tentativa de cultivar órgãos humanos para transplantes médicos, injetando células humanas em um embrião de porco e um embrião de ovelha – mas esses estudos não são elegíveis para financiamento público).

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