Pacientes “curados” voltam a testar positivo para Covid-19, alerta OMS

No último sábado, a Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou que está investigando as informações que dão conta de pacientes que supostamente voltaram a apresentar testes positivos para a Covid-19 após se curarem da doença.

“Nós estamos cientes desses relatórios médicos, de indivíduos que testaram negativo para a Covid-19 usando o teste PCR (reação em cadeia da polimerase) e depois de alguns dias voltaram a testar positivo”, disse um porta-voz da OMS à ‘Reuters.’

Na última sexta-feira (10 de abril), as autoridades da Coreia do Sul informaram que 91 pacientes dados como curados acabaram por testar positivo para a Covid-19 novamente. Por conta disso, atualmente a OMS recomenda que um paciente clinicamente recuperado da doença seja testado pelo menos duas vezes, em um intervalo de 24 horas, antes de ser liberado do hospital.

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O diretor dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças da Coreia do Sul, Jeong Eun-Kyeong, sugere que o pode estar acontecendo é uma “reativação” do vírus no organismo dos pacientes, e não uma “reinfecção”, como alguns hipotetizam. “Ao mesmo tempo em que estamos considerando a reativação como possível causa, nós estamos conduzindo um amplo estudo sobre esse tema”, disse Jeong, de acordo com o portal ‘ScienceAlert’.

A Organização Mundial da Saúde garante que está em “estreita ligação” com vários especialistas clínicos na busca por uma explicação para essa tendência de retorno da doença em pacientes supostamente curados. “Como a Covid-19 é uma doença nova, nós precisamos de mais dados epidemiológicos para chegar a qualquer conclusão”, disse o mesmo porta-voz da OMS à ‘Reuters’.

Ao ‘Business Insider’, o especialista em doenças infecciosas, Anthony Fauci, afirmou acreditar que “as pessoas que se recuperam da Covid-19 estão protegidas de novas infecções”. No entanto, estudos preliminares sobre a imunidade ao coronavírus mostram que nem todos os pacientes recuperados possuem os anticorpos necessários para proteger o organismo de novas infecções.

Fonte: ScienceAlert.

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