10 mistérios sobre o coronavírus que ainda não foram resolvidos

Desde o início do surto do novo coronavírus, nomeado SARS CoV-2, muitos esforços estão sendo realizados no sentido de entender melhor como ele funciona e como podemos nos defender dele.

Infelizmente, no entanto, ainda existem muitos mistérios sem respostas sobre a Covid-19 e a forma como ela afeta os seres humanos.

Confira:

Podemos infectar os animais?

Shutterstock

A grande maioria dos cientistas concorda que o surto de SARS CoV-2 partiu de algum animal, sendo o pangolim e o morcego os principais suspeitos. No entanto, o que ainda não é muito claro é se nós podemos transmitir a doença para outros animais. Até onde sabemos, o coronavírus evoluiu de forma a se adaptar especificamente para o contágio de seres humanos, mas alguns estudos recentes mostram que o caminho inverso também pode estar acontecendo.

Recentemente, um zoológico nos Estados Unidos relatou que um de seus tigres estava apresentando sintomas suspeitos, e após uma bateria de testes acabou sendo confirmado com uma variação da Covid-19.

Não se sabe, no entanto, como exatamente podemos transmitir a doença para animais selvagens, nem sabemos se todos eles são suscetíveis à infecção, ou apenas os tigres por algum motivo

Por que os jovens também estão morrendo?

Shutterstock

Desde o início da pandemia, é dito que as pessoas mais idosas são as mais afetadas pela Covid-19, e que a maior parte das medidas de segurança e contenção da doença devem ser destinadas a elas. Mas isso não significa que os jovens estão livres e totalmente seguros. Por algum motivo que ainda não entendemos completamente, muitos jovens no mundo inteiro estão desenvolvendo a forma mais grave da Covid-19, muitas vezes chegando também ao óbito.

A medicina ainda não sabe quais fatores específicos podem desencadear o agravamento do quadro em pessoas jovens e saudáveis, e entender isso serial crucial para definir os próximos passos e medidas a serem adotadas.

Nós ainda não entendemos completamente o coronavírus.

Shutterstock

Ainda que o estudo acerca dos coronavírus não tenha começado a partir do surto da Covid-19, e sim bem antes, nós não temos pleno conhecimento sobre as características e peculiaridades do SARS CoV-2. Mesmo com todos os países desenvolvidos do mundo focando seus investimentos em ciência no estudo da nova doença, ainda não descobrimos muitas coisas sobre ela.

Ainda precisamos, por exemplo, entender melhor o que faz com que o coronavírus seja tão infeccioso, e o que exatamente podemos fazer para desenvolver uma vacina eficaz, que tenha o poder de frear a transmissão descontrolada da patologia.

Por que algumas pessoas testam positivo depois de curadas?

Shutterstock

Assim como acontece com outras doenças, como a catapora, os cientistas sugerem que a Covid-19 não pode afetar duas vezes a mesma pessoa. De acordo com eles, o paciente se torna imune depois de contrair a doença uma vez. No entanto, algumas evidências recentes vêm colocando isso em dúvida.

Entretanto, algumas pessoas estão apresentando testes positivos mesmo depois de serem considerados curados da doença. O primeiro caso registrado deste “fenômeno” ocorreu no Japão, onde um homem foi testado duas vezes antes de receber alta no hospital, mas depois disso, em um terceiro teste, voltou a receber resultado positivo.

Ainda é um mistério se o SARS CoV-2 pode provocar um segundo quadro infeccioso, ou se existe alguma outra explicação. Uma das hipóteses, por exemplo, diz que o vírus pode permanecer “adormecido” no corpo de um paciente curado, eventualmente voltando a se reproduzir de forma descontrolada caso a imunidade da pessoa baixe, podendo voltar a apresentar resultados positivos.

Novos estudos devem ser realizados no sentido de analisar se esses “reflexos” da doença podem provocar sintomas mais sérios, ou se trata-se apenas de um “bug” nos testes.

Ainda não entendemos muito bem como o vírus está evoluindo.

Shutterstock

A grande maioria dos vírus que conhecemos precisam evoluir e passar por uma série de mutações para se tornarem capazes de se transmitir para um maior número de indivíduos. O SARS CoV-2, no entanto, não parece precisar se transformar tanto assim para atingir esse objetivo. Os cientistas sabem que, para que pudessem passar de outros mamíferos para os seres humanos o vírus precisou se adaptar durante algum tempo, mas agora ele não parece mais estar se transformando, já que é totalmente capaz de seguir infectando um número cada vez maior de vítimas.

Entender exatamente os mecanismos utilizados pelo coronavírus para garantir esse alto índice de transmissões pode ser crucial para definir estratégias de combate ao patógeno.

Alguns pacientes não apresentam nenhum sintoma.

Shutterstock

Um dos principais fatores que diferem a Covid-19 de outras pandemias, como a Gripe Espanhol ou até mesmo a Peste Bubônica, é o fato de que algumas pessoas infectadas pela nova doença podem seguir tranquilamente com suas vidas, sem apresentar nenhum sintoma. Isso praticamente não acontecia nas outras pandemias, já que a maior avassaladora das vítimas apresentava sintomas claros e simplesmente não podia continuar trabalhando e saindo de casa.

Esse, sem dúvidas, é um dos maiores desafios do surto da Covid-19, já que é impossível determinar com exatidão quantas pessoas ao todo estão infectadas pelo coronavírus.

Por que as crianças são tão pouco afetadas?

Shutterstock

Felizmente, as crianças não costumam desenvolver quadros complicados da Covid-19, ainda que normalmente esse grupo não seja conhecido por um sistema imunológico muito bem desenvolvido. Na verdade, as crianças quase sempre apresentam um risco maior de desenvolver doenças respiratórias em geral, mas isso não parece se aplicar ao novo coronavírus.

A explicação exata por trás dessa maior resistência por parte das crianças ainda é desconhecida pela ciência.

Alguns pacientes não desenvolvem anticorpos para a Covid-19.

Shutterstock

Nosso corpo se defende da grande maioria das doenças desenvolvendo anticorpos específicos para combatê-las, bem como evitar futuras infecções. Isso também é o que se espera dos pacientes infectados com a Covid-19. No entanto, ainda que os estudos mostrem que a maior parte dos curados apresentam anticorpos específicos para o SARS CoV-2, cerca de 30% dos curados não possuem nenhum tipo de anticorpo para a doença.

Os cientistas simplesmente não sabem explicar como esses indivíduos, sem anticorpos, conseguiram se curar da doença.

Linha de transmissão difícil de prever.

Shutterstock

Quando uma doença possui uma linha de transmissão bem definida, é mais fácil para as autoridades determinarem áreas de isolamento total e quarentena para evitar que ela se espalhe. No caso do coronavírus, no entanto, muitas pessoas adoecem sem que seja possível saber de onde partiu a infecção, e onde exatamente ela ocorreu.

Pouco realmente se sabe sobre a forma de transmissão.

Shutterstock

Até onde sabemos, a transmissão da Covid-19 ocorre a partir da troca de fluidos, como a saliva e as partículas que são expelidas quando alguém tosse ou espirra. Até por isso existe a recomendação de usar máscaras sempre que possível. No entanto, alguns estudos já apontam para a possibilidade do coronavírus sobreviver por dias nas mais variadas superfícies. E enquanto as pesquisas não são totalmente conclusivas, fica difícil traçar uma estratégia realmente eficiente para combater a transmissão descontrolada. [Listverse]

você pode gostar também
1 comentário
  1. Guilherne Silva Diz

    Maior lombra!!!

Deixe uma resposta

Seu endereço de email não será publicado.