Oceanos escondidos de Plutão podem conter vida, diz físico

Graças a histórica missão New Horizons, da NASA, agora sabemos mais sobre Plutão do que nunca, incluindo a forma como a sua superfície é dominada por planícies geladas e montanhas.

Mas enquanto o exterior inabitável e gelado do planeta anão sugere que é altamente improvável que a vida como a conhecemos exista em sua superfície, o mesmo não pode ser dito do que está escondido em baixo. De acordo com o físico britânico Brian Cox, Plutão pode ainda suportar formas de vida, com a possibilidade de organismos vivos existindo sob a crosta externa do planeta nos oceanos submarinos temperados.

“A sonda New Horizons mostrou que pode muito bem haver um oceano subterrâneo em Plutão, o que significa – se a nossa compreensão da vida na Terra estiver correta – que você poderia ter coisas vivas lá”, Cox disse ao The Times.

Muitos detalhes geográficos recolhidos a partir do sobrevoo de Plutão feito pela New Horizons surpreenderam os cientistas, como a descoberta de fluxo de gelo e épicas montanhas geladas de até 3.500 metros de altura.

“O alicerce que faz aquelas montanhas deve ser feito de H2O, água congelada”, disse Alan Stern, principal investigador da missão New Horizons. “Nós vimos o gelo de água em Plutão pela primeira vez. Podemos estar muito certos de que a água existe em grande abundância.”

A NASA ainda está recebendo dados da sonda, e uma vez que os cientistas só viram cerca de 5% do que foi coletado, ainda há muito para aprendermos sobre Plutão. Mas por enquanto, é impossível saber se alguns dos novos dados irão revelar o suficiente sobre a temperatura dos ambientes da água de Plutão para apoiar a especulação de Cox.

E, embora seja certamente possível que a vida possa existir nos ambientes aquosos invisíveis sob a superfície de Plutão, elas provavelmente são formas de vida incrivelmente simples, tais como organismos unicelulares, diz Cox.

“O que a ciência está nos dizendo agora é que a vida complexa é provavelmente rara”, disse ele ao The Times. “Somos fisicamente insignificantes, mas provavelmente muito valiosos”. [ScienceAlert]

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