O que aconteceria se o Kraken, o monstro dos mares, fosse de verdade?

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Sabemos que apenas 95% dos oceanos permanece inexplorado para o ser humano. Até agora, o local mais profundo já descoberto foi a Fossa das Marianas, um terrível abismo localizado no Oceano Pacífico, a leste da ilha das Marianas, que tem cerca de 10 984 metros de profundidade.

Para se ter ideia, a Fossa das Marianas fica na fronteira convergente entre as placas tectônicas do Pacífico e das Filipinas e é tão profunda que caberia um Monte Everest lá dentro – e ainda sobraria espaço!

Um pedaço da Fossa das Marianas @Shutterstock

Com o acervo de criaturas estranhas que emergem das águas, o imaginário humano vagueia sem limites pelas inúmeras possibilidades que os oceanos oferecem. Tanto é que milhares de contos literários e filmes de piratas sempre associam os mares às aventuras repletas de tempestades assustadoras, submundos aquáticos bizarros e monstros gigantes, prontos para devorar marinheiros à deriva ou até mesmo embarcações, com tripulações inteiras.

E é aí que entra o Kraken, o terrível e massivo monstro dos mares, cheio de tentáculos gigantes capazes de, em poucos segundos, agarrar e destruir qualquer navio que veja pela frente, junto com toda a tripulação.

O Kraken é uma criatura lendária que ficou famosa sobretudo na época das grandes navegações e explorações do Novo Mundo. Hoje, sabemos que sua existência se trata de um mito, mas… e se ele existisse de fato? Como e onde ele viveria? Como sua existência afetaria nossas vidas?

O que aconteceria se o Kraken, o monstro dos mares, fosse de verdade?

@Shutterstock

Primeiramente, se o Kraken existisse, ele seria classificado como um Cefalópode, a classe em que os polvos e as lulas pertencem. Em outras palavras, o Kraken seria uma lula gigantesca!

Os Cefalópodes não possuem ossos, o que significa que, se um dia um Kraken de fato existiu, não teríamos como saber, já que não encontramos registros fósseis deles. Mas uma coisa é certa: eles procriariam e existiriam variações de tamanhos e espécies de Krakens o suficiente para nos fazer desistir de viajar de cruzeiro pelo mundo.

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Seu habitat natural provavelmente seria o norte do Oceano Atlântico, onde habitam as lulas gigantes. Estas áreas provavelmente seriam interditadas ou muito perigosas para se viajar: um sinal de morte iminente para marinheiros seriam avistamentos de grandes cardumes em fuga, uma vez que o Kraken estaria se aproximando.

Cefalópodes em geral fazem movimentos silenciosos e, apenas quando estão perto o suficiente de suas presas,  eles atacam com seus tentáculos, que são capazes de sugar e agarrar o objeto de seu desejo. Em outras palavras, muitos dos temíveis ataques não seriam previstos e o mar se tornaria muito, mas muito mais perigoso do que já é.

Nas lendas os Krakens possuem o tamanho de uma ilha pequena, com cerca de 1500 metros de circunferência. Eles precisariam exercer uma força de 400 000 kgs ou mais para poder afundar uma embarcação, o que não significaria muito para o animal, mas para nós, seria mortal. Em outras palavras, o Kraken seria absurdamente forte e qualquer coisa envolvendo viagens de navio ou transportes marítimos, iria ocorrer de forma muito diferente.

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Se Krakens existissem, toda nossa história seria diferente: os Vikings não seriam capazes de navegar, talvez Cristóvão Colombo e sua tripulação jamais tivesse chegado ao Novo Mundo e provavelmente o período das Grandes Navegações não existiria. As colonizações seriam diferentes e ocorreriam, talvez, quando o avião fosse inventado.

Por esse motivo, podemos admirar a coragem daqueles que vieram antes de nós, em se aventurar pelos mares em épocas que a tecnologia não era tão aprimorada quanto a que temos hoje e lendas como o Kraken eram tidas como reais.

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