O primeiro medicamento que pode regenerar dentes foi aprovado para testes em humanos este ano

por Lucas Rabello
Publicado: Atualizado em 0 comentário 487 visualizações

Num avanço significativo, pesquisadores desenvolveram um medicamento revolucionário que poderia transformar os cuidados dentários: um que regenera dentes. Sim, você leu direito – dentes que crescem de volta como mágica. Não, não é Hogwarts, é ciência.

Nossos corpos são bastante bons em consertar ossos quebrados, mas quando se trata de dentes, eles têm deixado a desejar. Até agora, se você quebrasse um dente, era basicamente fim de jogo. Mas isso está prestes a mudar.

Pesquisadores japoneses criaram uma droga que mira num pequeno anticorpo chamado USAG-1. Este anticorpo impede o crescimento de dentes em animais como furões e camundongos. Mas agora, é hora de ver se ele vai cooperar com os humanos.

A partir de setembro, eles vão testar essa droga em ensaios clínicos com humanos. Eles estão recrutando adultos que estão sem pelo menos um molar para serem os cobaias. O objetivo? Ver se esse medicamento pode dar início ao crescimento dos dentes e fazer com que aqueles dentes brancos voltem para um bis.

Agora, você pode estar se perguntando como eles tiveram essa ideia genial. Bem, acontece que eles estiveram mexendo nas coisas moleculares, especificamente mirando em uma proteína chamada USAG-1, que tem impedido o crescimento dos dentes. Ao desativar esse estraga-prazeres, eles esperam dar luz verde à regeneração dentária.

Quem sabe, Talvez um dia, perder um dente não seja um grande problema afinal.

Do que são feitos os dentes?

Os dentes são estruturas essenciais para a mastigação, fala e estética facial. Eles são compostos por várias camadas, cada uma com funções e características específicas.

A camada mais externa dos dentes é o esmalte, a substância mais dura do corpo humano. Composto principalmente por cristais de hidroxiapatita, uma forma de fosfato de cálcio, o esmalte protege os dentes contra o desgaste mecânico e químico. Ele é translúcido e pode variar em cor do branco ao amarelo claro.

Logo abaixo do esmalte encontra-se a dentina, que constitui a maior parte da estrutura dental. A dentina é menos dura que o esmalte e possui uma composição também rica em hidroxiapatita, mas com maior quantidade de colágeno, o que lhe confere uma certa elasticidade. A dentina contém pequenos túbulos que conectam o exterior do dente ao nervo no seu interior, tornando-a sensível a estímulos externos como calor, frio e pressão.

No centro do dente está a polpa, um tecido mole que contém nervos, vasos sanguíneos e tecido conjuntivo. A polpa é responsável pela nutrição e sensibilidade do dente, além de desempenhar um papel crucial na formação dentária durante o desenvolvimento.

Envolvendo a raiz do dente, que se fixa ao osso da mandíbula ou maxila, encontra-se o cemento. Este é um tecido calcificado que ajuda a ancorar o dente ao osso alveolar através das fibras do ligamento periodontal. O ligamento periodontal, por sua vez, é composto por fibras colágenas que suportam e mantêm o dente no seu lugar, absorvendo o impacto da mastigação.

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