O homem que encontrou o Titanic está à caça do avião de Amelia Earhart

O aventureiro que descobriu o Titanic está assumindo uma nova missão: encontrar o Electra, o avião há muito perdido de Amelia Earhart, a piloto pioneira que foi ouvida pela última vez em 2 de julho de 1937.

De acordo com o The Washington Post, Robert Ballard planeja estudar a pequena ilha de Nikumaroro, no Pacífico, em agosto, onde alguns historiadores acham que Earhart e seu navegador, Fred Noonan, caíram, possivelmente vivendo na ilha como náufragos.

Se frutífera, esta descoberta acrescentaria outro ponto ao cinturão já impressionante de Ballard. Além de encontrar o Titanic, ele e seus colegas localizaram o porta-aviões USS Yorktown, que foi perdido na Batalha de Midway em 1942; o barco de patrulha do presidente John F. Kennedy no mar de Salomão; e o encouraçado alemão Bismarck.

Há muitas idéias – tanto por historiadores quanto por detetives amadores – sobre o que aconteceu com Earhart, que estava a caminho de se tornar a primeira aviadora feminina a circunavegar o mundo. Alguns, incluindo a Marinha dos EUA, acham que o Electra caiu e afundou no Pacífico, matando Earhart e Noonan. Outros sugerem que o duo foi capturado e possivelmente executado pelos japoneses. Alguns detetives até se perguntam se seu avião já foi encontrado.

E depois há a teoria de Nikumaroro, pesquisada pelo Grupo Internacional de Recuperação Histórica de Aeronaves (TIGHAR), que sugere que o Electra colidiu com o recife de coral nesta ilha desabitada de 2 km de extensão. Também é possível que Earhart tenha feito chamadas de socorro na ilha que ficaram sem resposta.

Para chegar ao fundo do mistério de Nikumaroro, Ballard e sua equipe estão indo para a ilha. Uma vez lá, eles se dividirão em duas equipes – uma usando cães farejadores de ossos em terra, e a outra, gerenciada pelo co-líder de Ballard, Allison Fundis, procurando por sinais do Lockheed Model 10 Electra no fundo do mar. Para fazer isso, a equipe planeja mapear a geografia usando equipamentos de imagem que distinguem entre objetos duros e macios. Este método é mais preciso que o sonar regular, que seria difícil de usar porque Nikumaroro está repleto de barrancos e vales vulcânicos.

Em seguida, embarcações robóticas equipadas com duas câmeras irão inspecionar o fundo do mar, e a tripulação assistirá ao vídeo buscando por objetos feitos pelo homem. “O sonar não pode dizer a diferença entre uma rocha do tamanho de um motor e um motor”, disse Ballard ao The Washington Post, “mas seus olhos podem”.

Um método similar ajudou Ballard a encontrar navios romanos no Mar Negro depois que sua equipe avistou cargas que a tripulação jogou ao mar enquanto os navios afundavam. Os navios romanos eram ainda menores do que o Electra, disse Ballard, que tem pós-doutorado em geologia marinha e geofísica.

A TIGHAR está “encantada” com o fato de a equipe de Ballard estar procurando os restos de Earhart, Noonan e o Electra sobre Nikumaroro, disse Richard Gillespie, diretor executivo da TIGHAR, ao The Washington Post. A expedição está sendo paga pela National Geographic Partners e pela National Geographic Society, que planeja transmitir um especial sobre a pesquisa, bem como o legado de Earhart, em outubro.

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