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Esse homem se matou ateando fogo em si mesmo. Em seus restos encontraram algo intacto

Algumas imagens nos provocam tanta impressão que permanecem impressas em nossa memória. Um exemplo disso é uma foto tirada do monge Thích Quảng Đức, que se converteu em uma das imagens mais expressivas da Guerra do Vietnã.

Imgur obnoxiouslyoptimistic

Thích viajou a Saigão (atualmente Ho Chi Minh) em 11 de julho de 1963 para protestar contra o governo. Descontente com a forma em que a minoria budista estava sendo suprimida no país, o monge tinha a intenção de enviar uma mensagem clara ao presidente vietnamita Ngô Đình Diệm naquele dia daquele verão. Mantendo a compostura perfeita, estacionou seu carro, e um estudante que chorava jogou gasolina em todo seu corpo. Logo, acendeu um fósforo.

O monge ficou imediatamente coberto pelas chamas. A multidão observou incrédula enquanto Thích, em um quadro de serenidade, se sentou no chão e deixou que as chamas o envolvessem.

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O jornalista David Halberstam estava ali esse dia para presenciar esta cena horrível e não podia acreditar no que estava vendo. Foi uma visão que permanecerá com ele pelo resto de sua vida.

Twitter Carlapedret

Halberstam escreveu: “Deveria voltar a este lugar, mas uma vez já foi o suficiente. As chamas vinham de um ser humano, seu corpo se desmanchava e lentamente encolhia, com a cabeça cada vez mais negra e carbonizada. O ar tinha cheiro de carne humana cozinhando. Os seres-humanos queimam surpreendentemente rápido. Atrás de mim podia ouvir os soluços dos vietnamitas que agora estavam reunidos. Eu estava surpreendido demais para chorar, confuso demais para escrever algo ou fazer perguntas, desconcertado demais para pensar em qualquer coisa (…) Queimando, ele não moveu um músculo, nunca emitiu um som. Sua compostura exterior estava em contraste com as pessoas que choravam ao seu redor”.

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O fotógrafo Malcolm W. Browne também esteve presente, e mais tarde recebeu o Prêmio Pulitzer por essa foto extraordinária. A foto foi vista em todo o mundo e ainda aparece por aí hoje em dia, graças a que a banda de rock Rage Against the Machine usou esta imagem impactante como capa de seu álbum de estúdio.

O sacrifício do monge deixou um legado proeminente. Depois de sua autoimolação, o corpo de Thích foi levado a um crematório para poder ser incinerado pela segunda vez. Entretanto, os trabalhadores ali encontraram algo realmente incrível em suas cinzas: o coração do monge se salvou das chamas! Hoje em dia, está exposto em um museu como símbolo de compaixão e força de vontade.

Wikimedia

Este dramático ato de protesto aumentou a pressão sobre o governo para relaxar as restrições e iniciar novas negociações com representantes da minoria budista. Se converteu em um símbolo dos protestos e crenças extremas. Ainda se pode ver os restos de Thích e o carro azul na cidade de Hué.

Twitter Markylott

Qualquer que seja sua opinião sobre este tipo de protesto, não pode negar que deixou sua marca na história.

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