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Nibiru, o planeta não existente

Lucas R.

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Nibiru, o planeta não existente
A fascinante lenda de Nibiru, o "Planeta X", e seu impacto na cultura e ciência. Saiba de onde vem a ideia e o que os cientistas dizem.

A lenda de Nibiru, frequentemente apelidada de “Planeta X”, tem sido um tema de fascínio, debate e até mesmo medo por muitos anos. Este misterioso corpo celestial é dito estar à espreita nos arredores do nosso sistema solar e, de acordo com várias lendas, está destinado a colidir com a Terra, causando eventos catastróficos que poderiam significar o fim da vida como a conhecemos. Mas de onde surgiu essa história e como ela evoluiu ao longo do tempo?

O que é e de onde veio a ideia de Nibiru?

O conceito de Nibiru tem raízes em textos mesopotâmicos antigos, onde estava associado ao deus Marduk. No entanto, a interpretação moderna de Nibiru ganhou tração significativa em grande parte devido a Zecharia Sitchin, um autor que afirmou que o planeta vem de outro sistema solar e passa perto da Terra a cada 3.600 anos. As ideias de Sitchin, embora não sejam apoiadas pela ciência convencional, encontraram um seguimento fervoroso entre aqueles intrigados pelos mistérios do cosmos.

O fascínio por Nibiru não é apenas a sua natureza enigmática, mas também os cenários apocalípticos que ele evoca. Imagine um objeto celestial, muitas vezes o tamanho da Terra, disparando pelo espaço e em rota de colisão com o nosso planeta. O impacto seria devastador, causando terremotos massivos, tsunamis e possivelmente até desencadeando uma nova Era do Gelo. Ao longo dos anos, várias datas foram previstas para a chegada ameaçadora de Nibiru, mas cada uma passou sem incidentes. No entanto, a lenda persiste, alimentada por fóruns na internet, redes sociais e até mesmo alguns programas especiais de TV a cabo.

O que os cientistas dizem sobre Nibiru?

Então, o que a comunidade científica tem a dizer sobre Nibiru? Em resumo, eles são céticos. A NASA afirmou repetidamente que não há evidências críveis para apoiar a existência de um planeta desgarrado em rota de colisão com a Terra. Além disso, os astrônomos argumentam que, se tal objeto massivo existisse e estivesse tão perto quanto as teorias sugerem, ele já teria sido detectado por telescópios e estaria influenciando as órbitas de outros planetas em nosso sistema solar.

Apesar da falta de respaldo científico, a lenda de Nibiru continua a prosperar, frequentemente se fundindo com outras teorias da conspiração e visões apocalípticas. Ela serve como um estudo de caso fascinante de como mitos e mal-entendidos científicos podem ganhar tração na era digital. Plataformas de mídia social e sites dedicados a discutir Nibiru oferecem um espaço para os crentes compartilharem suas teorias, fotos e “evidências”, perpetuando ainda mais o mito.

Nibiru, o planeta não existente

Planetas errantes

Enquanto a lenda de Nibiru continua a fascinar e aterrorizar, vale a pena explorar um tópico científico relacionado que é igualmente intrigante: o fenômeno dos planetas errantes.

Estes são planetas que não orbitam uma estrela e, em vez disso, vagam livremente pelo espaço interestelar. Ao contrário de Nibiru, que é em grande parte um produto da mitologia e da especulação, planetas errantes são um tópico de estudo legítimo na astronomia moderna.

Pesquisas recentes sugerem que planetas errantes podem ser mais comuns do que se pensava anteriormente. De acordo com um estudo da NASA e da Universidade de Osaka, no Japão, o Telescópio Espacial Nancy Grace Roman da NASA poderia encontrar até 400 planetas errantes do tamanho da Terra. Esses planetas são considerados “nômades” do nosso universo, flutuando sem amarras através do espaço interestelar. Eles não apenas desafiam nossa compreensão convencional de sistemas planetários, mas também levantam questões fascinantes sobre como esses planetas se formaram e por que se tornaram “errantes”.

Outro estudo interessante sugere que nossa galáxia pode ser o lar de trilhões de planetas errantes. Esses planetas são objetos cósmicos elusivos com massas comparáveis às dos planetas do nosso Sistema Solar, mas que não orbitam uma estrela. Eles são, em muitos aspectos, os verdadeiros “nômades” do nosso universo, vagando livremente pelo espaço interestelar sem um lar estelar para chamar de seu.

Conclusão

A lenda de Nibiru, ou “Planeta X”, é um exemplo fascinante de como mitos antigos e teorias modernas podem se entrelaçar para criar uma narrativa que captura a imaginação pública. Originada em textos mesopotâmicos e popularizada por autores como Zecharia Sitchin, a história de Nibiru serve como um espelho para nossos medos coletivos e fascínio pelo desconhecido. Embora a ciência convencional rejeite a existência de tal planeta ameaçador, a lenda persiste, alimentada por uma mistura de curiosidade, especulação e, em alguns casos, puro sensacionalismo.

O contraste entre a lenda de Nibiru e o fenômeno cientificamente estudado dos planetas errantes é notável. Enquanto o primeiro é um produto de mitologia e especulação, o segundo é um tópico legítimo de investigação astronômica. Planetas errantes, ao contrário de Nibiru, têm evidências empíricas que sustentam sua existência e são um testemunho da complexidade e da maravilha do nosso universo.

Fontes: Space, Washington Post, National Geographic, NASA, New York Times

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Editor-chefe do portal Mistérios do Mundo desde 2011. Adoro viajar, curtir uma boa música e leitura. Ganhou o prêmio influenciador digital na categoria curiosidades.