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Neuralink, de Elon Musk, revela planos para conectar computadores aos cérebros humanos

Depois de dois anos de sigilo, a startup de Elon Musk Neuralink saiu do modo furtivo essa semana com uma apresentação ao vivo e várias entrevistas detalhando seus esforços para conectar o cérebro humano às máquinas.

Musk e vários dos principais cientistas da empresa cobriram muito terreno durante o evento, entrando em detalhes sobre o sistema que espera um dia implantar no cérebro humano. Ele também compartilhou como espera fazer isso:  perfurando minúsculos no seu crânio com lasers.

O primeiro passo para extrair dados do cérebro é encontrar uma maneira de capturar todos os sinais que passam pelo crânio de uma pessoa e transmiti-los para um dispositivo de fora.

Para conseguir isso, a Neuralink está desenvolvendo roscas flexíveis de eletrodos – implante esses fios no cérebro perto de neurônios, e eles podem captar e transmitir sem fio sinais desses neurônios para um computador.

Neste momento, a Neuralink usa agulhas finas, guiadas por um sistema de visão por computador, para colocar com precisão feixes desses sulcos no cérebro.

(Fonte: Neuralink/Reprodução)

Mas em vez de perfurar os crânios humanos para acessar seus cérebros, o presidente da Neuralink, Max Hodak, disse ao The New York Times que a empresa eventualmente quer usar raios laser para criar uma série de pequenos orifícios no crânio.

A tecnologia que a Neuralink quer desenvolver pode permitir que uma pessoa se integre ao computador acessando e processando informações tão bem quanto uma IA: o cérebro humano teria uma “inteligência artificial” para chamar de sua. A interface se daria por meio de um dispositivo interno, e não externo como hoje acontece na relação homem-máquina.

A empresa foi fundada em 2016, mas havia pouca informação disponível sobre seu funcionamento interno até agora. Em abril de 2017, em um longo artigo do Wait But Why, Musk disse que a empresa iria trabalhar na conexão de cérebros a um computador.

Em um evento realizado na Academia de Ciências da Califórnia, Musk disse que um dos objetivos mais importantes da empresa é entender os distúrbios cerebrais, como o Mal de Alzheimer e Parkinson, e tratá-los. Segundo ele, os chips serial até 1.000  vezes mais eficientes que o sistema de estímulo por eletrodos de hoje utilizados no tratamento de Parkinson. Ainda segundo a startup, eles podem durar de “anos a décadas”.

Segundo o New York Times, desde a sua fundação, em 2016, Musk já investiu US$ 100 milhões na Neuralink. [Slashgear]

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