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Mulher toma banho em piscina proibida de 2 mil anos

Piscinas romanas de 2.000 anos de idade, na cidade inglesa de Bath, estão fechadas para banho público desde 1978, depois que uma menina morreu de meningite amebiana. Mas, no entanto, uma exibicionista um tanto desesperada por atenção deu um mergulho de 3 horas na semana passada, colocando a sua vida em risco.

Turistas no local tiraram fotos da mulher e um visitante disse que membros da equipe “meticulosos tentaram negociar com ela”. Depois que ela finalmente saiu, os membros da multidão a aplaudiram quando ela foi escoltada da piscina.

Embora hoje o hábito de tomar banho seja um momento íntimo e particular, as coisas não eram assim antigamente, pelo menos nessa região. Piscinas termais eram importantes partes da vida pública romana, e os banhos eram coletivos, públicos e usados como lazer. [10 fatos fascinantes sobre o cotidiano do povo da Idade Média]

Nas colônias romanas, essas piscinas eram construídas em fontes termais naturais, que ocorriam não apenas em Bath, mas também em Buxton, na Inglaterra, e eram uma das várias cidades de banho da Europa. Esses centros recreativos incluíam ginásios, bibliotecas e auditórios e as águas termais não só ajudavam os pacientes a se limpar, mas também eram prescritos como tratamentos para reumatismo e artrite.

Por que entrar nessa água é perigoso?

Os banhos romanos na cidade de Bath foram construídos há mais de 2.000 anos e este grandioso monumento antigo foi redescoberto sob edifícios no final da década de 1870. Uma rua inteira foi demolida enquanto restaurava os banhos e eles foram abertos para o público desfrutar em 1897. Tradicionalmente, os banhistas se banhavam nas piscinas uma vez por ano durante o Festival de Bath, mas a morte de 1978 abalou a todos. Descobriram que a água estava contaminada por uma ameba perigosa que pode levar a uma forma de meningite.

A meningite amebiana geralmente ocorre quando a água contendo amebas ativas entra pelo nariz e, embora a doença seja rara, geralmente é fatal porque causa inflamação e eventual destruição do encéfalo e do revestimento do cérebro. Este relatório do Departamento de Saúde do Governo da Austrália diz que “A meningite amebiana é causada por uma ameba unicelular que vive em água doce e em solo úmido. A ameba, Naegleria fowleri, pode sobreviver no solo por um longo tempo e ainda reativar quando colocada em água doce.”

Um relatório da Organização Mundial de Saúde de 2010 afirma que, mesmo quando essa doença é diagnosticada precocemente, “5% a 10% dos pacientes morrem dentro de 24 a 48 horas após o início dos sintomas. Além disso, 50% dos não tratados morrem  e para aqueles que sobrevivem, “danos cerebrais, perda de audição ou dificuldade de aprendizagem podem ocorrer em 10% a 20% dos sobreviventes”.

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