Mulher que foi criada por macacos na selva fala sobre sua criação

por Lucas Rabello
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Marina tinha apenas quatro anos quando sua vida deu uma reviravolta selvagem. Era 1954 em uma remota vila sul-americana, e ela foi sequestrada e abandonada nas profundezas da floresta tropical colombiana. Sobreviver sozinha na selva é uma façanha, mas ela teve uma ajuda inesperada: um bando de macacos-prego.

Marina não apenas sobreviveu; ela prosperou imitando os macacos. “Eu não sabia o que comer, exceto a água”, disse ela. “Notei os macacos comendo coisas, então os observei de perto para descobrir onde eles conseguiam a comida.” Levou dias, mas ela aprendeu os truques. Um macaco esperto até invadia os quartos dos índios nas proximidades para pegar frutas. “Ele carregava tanto que deixava cair algumas. Foi quando encontrei minha primeira banana. Peguei rapidamente porque, se você não fizer isso, eles pegam de volta. Aprendi a comer rápido, sempre.”

Ela se adaptou à vida na selva decifrando os sons dos macacos. “O barulho estridente significa que você tem que se esconder. O mais alto sinaliza perigo, e o assobio significa comida. Cada som tem um significado diferente, e eu aprendi observando o que eles faziam toda vez que ouviam os sons.”

A história de Marina é uma montanha-russa. Após seis anos na selva, caçadores a encontraram com dez anos. Mas isso não foi um resgate. Eles a venderam para um bordel. “Eu escapei,” disse ela, “e vivi nas ruas da Colômbia.” Seu livro, “A Garota Sem Nome: A Incrível História Real de uma Criança Criada por Macacos,” publicado em 2013, mergulha fundo na sua criação selvagem e sua sobrevivência corajosa.

Sua jornada começou com um sequestro por uma gangue de traficantes de crianças. “Eu tinha apenas quatro anos,” lembrou. Eles a jogaram na selva, pensando que ela não sobreviveria. Mas Marina era mais resistente do que todos imaginavam. Ela não apenas se virou sozinha; ela se adaptou a um modo de vida completamente novo com seus companheiros macacos-prego.

A comida era um desafio constante. “Eu via os macacos comendo, então os segui. Um era particularmente inteligente, esgueirando-se nos quartos e trazendo frutas. Eu tinha que ser rápida para pegar o que ele deixava cair antes que os outros pegassem.” Ela também tinha que estar atenta aos sons. “O barulho estridente significava perigo. O assobio significava comida. Eu aprendi observando-os cada vez que ouvia um som.”

Suas habilidades de sobrevivência estavam afiadas quando os caçadores a encontraram. Mas a vida não ficou mais fácil. Ser vendida para um bordel aos dez anos foi brutal. “Eu escapei e acabei nas ruas. Foi difícil, mas eu sobrevivi.” Seu livro detalha essa jornada, mostrando sua resiliência e força.

A história de Marina não é apenas sobre sobrevivência; é sobre adaptação e prosperidade contra todas as probabilidades. Sua família na selva lhe ensinou lições de vida cruciais. “Eu tive que aprender os sons e movimentos deles para ficar segura. Eu me tornei um deles.” Sua vida nas ruas da Colômbia foi outro teste, que ela enfrentou com a mesma determinação.

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