Mulher investiga mancha no corpo e descobre que é sua própria irmã gêmea

A cantora Taylor Muhl, da Califórnia, tem uma marca de nascença rara no corpo. Um lado do torso e das costas parece um pouco mais avermelhado do que o restante, e por isso ela decidiu ir atrás do que poderia significar essa “mancha”.

“Tudo no lado esquerdo do meu corpo é um pouco maior que o lado direito. Tenho um dente duplo no lado esquerdo da boca, e muitas sensibilidades e alergias a alimentos, medicamentos, suplementos, joias e picadas de inseto”.

Depois de conversar com um médico especialista em condições raras, ela descobriu que, na verdade, ela possui dois conjuntos de DNA. “Não só isso, os médicos me disseram que eu tenho dois sistemas imunológicos e duas correntes sanguíneas”.

Taylor possui uma condição chamada ‘quimerismo tetragamético’. Isso acontece quando dois óvulos separados sao fertilizados por dois espermatozoides diferentes e, em seguida, um dos embriões absorve o outro durante os estágios iniciais de desenvolvimento.

Pessoas com esse tipo de quimerismo podem ter dois tipos sanguíneos, como Taylor, ou até mesmo outras características, como olhos com cores diferentes entre si.

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O quimerismo é uma condição rara, com somente cerca de 100 casos documentados em humanos. Pessoas com esta condição podem viver sem complicações, e inclusive muitos só tomam conhecimento da condição após exames de sangue.

Em 2006, uma mãe teve que provar que seus filhos eram seus depois que um exame de sangue mostrou que o seu DNA não correspondia ao DNA de seus próprios filhos, devido à presença de dois conjuntos genéticos em seu corpo.

Em pacientes quiméricos, a maioria das células geralmente acaba vindo de um conjunto de DNA. Em outros casos, a pessoa pode desenvolver genitália ambígua, desde que os embriões gêmeos tenham cromossomos diferentes (ou seja, um dos “gêmeos” precisa ser do sexo masculino, e o outro do sexo feminino).

No caso de Muhl, ambos os embriões que ela desenvolveu eram do sexo feminino. No entanto, ela sofreu problemas de saúde por causa da mistura do DNA.

“Meu corpo reage ao DNA e às células do meu gêmeo como se ele fosse um corpo estranho, comprometendo meu sistema imunológico e fazendo com que ele seja menos eficiente do que o de uma pessoa comum.

Devido a isso, infelizmente, sofro de problemas autoimunes”, explicou Tayler, que descobriu que ela era efetivamente a sua “própria irmã gêmea” em 2009, e veio a público no final do ano passado para divulgar a condição e sua ligação com distúrbios autoimunes.

“Eu senti que era importante mostrar toda a minha condição física, porque no mundo do entretenimento há uma pressão enorme para parecer fisicamente perfeito, dentro de um certo estereótipo.

Espero que, mostrando minhas próprias imperfeições, possa inspirar outras pessoas que têm anormalidades físicas ou que são diferentes, a nunca deixar que isso as impeça de perseguir seus sonhos, a se amar incondicionalmente e a saber que são bonitas do jeito que são”, concluiu.


Com informações do IFLScience.

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